Soldado do CV é preso em Goiás após ostentar arma e RAP com homenagem a criminosos; vídeo

Redação
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Soldado do CV é preso em Goiás após ostentar arma e RAP com homenagem a criminosos; vídeo

Investigado gerenciava sequestros e o “tribunal do crime”; vídeo gravado com autorização da cúpula do CV visava demonstrar domínio em Goiás

Imagem do vídeo apreendido

Investigado postou vídeos ostentando armas ao som de um rap que homenageava o líder da facção e o “tribunal do crime” (Divulgação PCGO)

Inglid Martins

Soldado do Comando Vermelho (CV) preso em operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (6/4) em Aparecida de Goiânia publicou vídeo para ostentar arma e RAP composto em homenagem a criminosos que lideram a facção em nível nacional. O detido, que não teve identidade revelada, seria responsável por atuar no gerenciamento de sequestros e punições vinculadas ao tribunal do crime. Apurações da quinta fase da Operação Destroyer revelam que o suspeito também estava envolvido em casos de lavagem de dinheiro com auxílio de familiares.

Trecho da música compartilhada por ele em vídeo expressa o vínculo com o Comando Vermelho,“Um salve para o Vidigal, para o meu mano de Goiás”. O compositor, não identificado, também classifica criminosos como “prontos para qualquer caô”. “Se quer paz, vai ter paz. Se quer guerra, é sem caô. Nós é a voz, o respeito, o exemplo da quebrada”, diz o rap.

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Conexão Rio-Goiás

As investigações revelaram que o grupo recebia ordens diretas de lideranças situadas no Rio de Janeiro. O vídeo de ostentação, onde o investigado exalta sua influência ao som do rap, foi localizado pela PCGO como prova da consolidação da facção em solo goiano.

A operação mobilizou cerca de 140 agentes para o cumprimento de 46 mandados judiciais, sendo 13 de prisão. As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis, Jataí e Porangatu. Além da captura do soldado alvo das investigações, o objetivo principal da PCGO era desarticular grupos envolvidos diretamente com o tráfico de drogas e a ocultação de bens.

Outros integrantes que atuariam diretamente na rede financeira e operacional da facção também foram presos.

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