Sargento da PM nega agressão a mulher em Cachoeira Dourada: ‘Testemunhas e câmeras’

Redação
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Sargento da PM nega agressão a mulher em Cachoeira Dourada: ‘Testemunhas e câmeras’

O sargento da Polícia Militar Glaciel de Souza Andrade, acusado de agredir Claudiane Santos Silva em Cachoeira Dourada, no último sábado (9), afirma que não encostou “um único dedo” na mulher. “São todas acusações inverídicas feitas por um antigo desafeto político”.

Segundo Glaciel, ele, a esposa e a filha de oito anos estavam em uma lanchonete quando Claudiane chegou. Ele alega que a mulher, que já havia feito um vídeo com ofensas a ele, foi até onde estava com a família e começou a xingá-los. “Estávamos indo embora e minha esposa questionou a ela o motivo daqueles xingamentos, momento em que Claudiane desferiu um tapa no rosto dela.”

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O sargento afirma que, naquele momento, a esposa revidou e causou um pequeno corte na sobrancelha de Claudiane. “Tinha mais de 200 pessoas no local e nenhuma me viu armado, ou ‘desfalecendo ela’, como foi informado. Existem várias câmeras no local, que comprovam que, em hora alguma, eu encostei um único dedo nela. Inclusive, toda a cidade está do nosso lado nesta situação por terem presenciado este fato”, declara. “O relatório médico confirma que ela só teve um pequeno corte no rosto e que deu apenas um ponto.”

“No mais, quero ressaltar que sou um grande defensor dos direitos das mulheres e contra qualquer agressão à mulher. Mas uma pauta tão importante como esta não pode ser usada de forma mentirosa para tentar destruir a honra de um homem”, emendou.

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(Foto enviada ao Mais Goiás)

Versão de Claudiane

Segundo relato, Claudiane e o agente foram amigos no passado, mas tinham uma relação conturbada. A vítima narrou na denúncia que, quando chegou ao estabelecimento, encontrou o policial no local e ele estaria visivelmente embriagado. Quando o homem a percebeu, ele a teria segurado pelo pescoço, levado para um ponto afastado e então começado a agredi-la com socos, que causaram lesões no rosto.

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Ela prestou dois depoimentos à Polícia Civil. No primeiro, ela disse que o policial estava armado e fez ameaças como: “Não mexe comigo, eu vou te matar.” Já na declaração complementar, a mulher informou que sentiu um objeto encostar em sua barriga, mas que não viu se era uma arma.

A vítima disse, ainda, que a esposa do policial chegou após o começo das agressões e também teria participado do ataque enquanto ele a segurava. Ela ainda citou que duas pessoas teriam presenciado a cena e uma delas teria tentado ajudar. “Pare, você vai matar ela”, afirmou a testemunha, conforme o relato. Por fim, a mulher disse aos policiais que recebeu atendimento médico no hospital de Cachoeira Dourada e manifestou desejo de representar criminalmente contra o PM.

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(Foto enviada ao Mais Goiás)

Já ao Mais Goiás, ela afirmou que é perseguida pelo policial há anos, mas não identificou uma motivação específica para a ocorrência do fim de semana. “Éramos amigos, apoiei ele quando disputou como deputado, mas depois da política tivemos uma desavença e perdemos amizade”, não deu detalhes.

Segundo ela, após o ocorrido, o homem ainda fez publicações contra ela nas redes sociais. “Não me procurou em momento algum.” Ela afirma que, além do boletim de ocorrência, também buscou o Judiciário. “Quero que a Justiça seja feita, que ele pague por tudo que me causou. Agressão corporal e mental. Estou com muito medo”, desabafou.

Polícia Militar

portal também procurou a Polícia Militar (PM) para comentar a ocorrência. A corporação enviou a seguinte nota:

“A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um policial militar, registrada no dia 09 de maio de 2026, no município de Cachoeira Dourada.

Conforme apurado preliminarmente, o militar se encontrava de folga no momento dos fatos. A Corporação ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta incompatível com os princípios éticos e legais da atividade policial militar.

A possível vítima realizou o registro da ocorrência junto à Polícia Civil do Estado de Goiás, sendo o caso acompanhado pelo Delegado competente da região.

No âmbito de sua competência, a Polícia Militar adotará os procedimentos administrativos cabíveis para a devida apuração dos fatos, observando o contraditório e a ampla defesa.

A Corporação reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a preservação da ordem pública, colocando-se à disposição da sociedade.”

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