Deputado do PL acusa coronel que matou Lázaro de ligação com PCC. Veja

Redação
By
5 Min Read
Deputado do PL acusa coronel que matou Lázaro de ligação com PCC. Veja

O deputado estadual Major Araújo (PL-GO) e o coronel da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Edson Raiado protagonizaram um embate marcado por ataques e acusações nas redes sociais e dentro da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nessa terça-feira (12/5).

A confusão teve início pela manhã, quando o parlamentar compartilhou em suas redes sociais uma entrevista que concedeu a uma rádio local. No vídeo, afirmou que Raiado tem elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Raiado ficou conhecido nacionalmente em junho de 2021 por ter participado diretamente da operação que levou à morte do criminoso Lázaro Barbosa no Entorno de Brasília em 2021. O fugitivo foi capturado por uma equipe liderada pelo oficial, após 20 dias de fuga entre o Distrito Federal e Goiás.

Durante a entrevista, nesta semana, Major Araújo relembrou denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) contra Edson Raiado e o major Renyson Castanheira Silva por homicídio qualificado.

O caso envolve a morte de dois mecânicos de aeronave e de um piloto que já teve ligação com o PCC. Segundo denúncia do órgão, as vítimas foram assassinadas com tiros pelas costas, sem chance de defesa, em 2023, na região da BR-060, entre Goiânia e Abadia de Goiás.

“O Edson é um infiltrado do PCC […] Eu já tinha antecipado que ele tinha executado aquele delator do PCC […] A quem interessava a morte do delator? O cara está sendo investigado pela Operação Carbono Oculto. Por que ele executou o delator do PCC? É bandido, é queima de arquivo para fazer para o PCC”, declarou o deputado durante a entrevista.

Deputado do PL acusa coronel que matou Lázaro de ligação com PCC - destaque galeria

2 imagens

Major Araújo

Metrópoles

Tenente-coronel Edson Raiado

1 de 2

Tenente-coronel Edson Raiado

Reprodução

Major Araújo

2 de 2

Major Araújo

Reprodução

Coronel encarou parlamentar

Após as declarações, Raiado foi pessoalmente à Alego no período da tarde.

O coronel entrou no plenário e permaneceu encarando o parlamentar enquanto ele participava da sessão, atitude interpretada pelo deputado como tentativa de intimidação.

Durante entrevista concedida na Assembleia, Major Araújo reagiu à presença do oficial, que, posteriormente, disse que foi ao local “exercer seu direito de cidadão”.

“O que esse bosta tá fazendo aqui? Isso aí é o Raiado querendo me intimidar aqui? É um idiota mesmo. É um Mané. Isso aí é o coronel do PCC”, afirmou.

Diante da situação, o deputado deixou o local escoltado por mais de 10 policiais legislativos da segurança institucional da Casa.

Leia também

Raiado reage nas redes

Nas redes sociais, Edson Raiado afirmou que acionará a Comissão de Ética da Alego contra o deputado em razão das declarações feitas na rádio e durante a sessão plenária.

Em vídeo, Raiado afirmou que protocolou uma representação contra o deputado e declarou que “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para caluniadores”.

O coronel acusou o parlamentar de tentar manchar sua imagem e a história de sua família. “Eu não vou permitir que esse oficial venha manchar a minha imagem, a minha história e da minha família”, disse.

Durante a gravação, Raiado também rebateu as acusações feitas por Major Araújo envolvendo a Operação Carbono Oculto e negou qualquer ligação com irregularidades investigadas no caso.

 “Se eu estivesse ligado à Operação Carbono Oculto, eu tinha sofrido busca e apreensão e prisão na minha casa. Você me respeita rapaz, respeita a minha história. Sou um homem honesto, um homem honrado”, declarou.

Segundo Raiado, Major Araújo “será responsabilizado criminalmente e na esfera civil”.

O Metrópoles entrou em contato com deputado Major Araújo e aguarda retorno. Porém, não conseguiu contato com Edson Raiado. O espaço permanece disponível.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial nem por parte da PMGO nem da Mesa Diretora da Alego em relação às recentes alegações de ligação com o crime organizado, nem sobre a atitude do oficial ao entrar no plenário para confrontar o parlamentar.

TAGGED:
Compartilhe