Carlinhos Cachoeira é preso pela PF em aeroporto de São Paulo

Redação
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Carlinhos Cachoeira é preso pela PF em aeroporto de São Paulo

Segundo informações iniciais, Cachoeira foi detido em razão de um mandado de prisão expedido pela Justiça de Goiás no dia 7 de maio

Carlinhos Cachoeira é preso pela PF em aeroporto de São Paulo (Foto: Reprodução)

Carlinhos Cachoeira é preso pela PF em aeroporto de São Paulo (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (13), no aeroporto de Congonhas (São Paulo), o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

As informações preliminares são as de que o mandado de prisão expedido em desfavor de Cachoeira tem relação com um processo envolvendo os crimes de calúnia, injúria e difamação. A expedição da ordem aconteceu no dia 7 de maio.

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Carlinhos Cachoeira, em audiência no Congresso Nacional (Foto: Agência Senado)

Quem é Cachoeira

Cachoeira é um empresário de Anápolis que ganhou fama nacional em 2004, com a deflagração do escândalo do mensalão. Veio a tona um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, solicita-lhe o pagamento de propina para campanha eleitoral do PT e do PSB no Rio de Janeiro.

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Em troca, Diniz prometia viabilizar a vitória dele em uma licitação pública no Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro grande escândalo do governo Lula. A concorrência que o empresário deveria ganhar não aconteceu e ele entregou a gravação ao então senador Antero Paes de Barros – que se ocupou de trazê-la a público.

O escândalo ultrapassou fronteiras nacionais e ganhou páginas da imprensa internacional, que passou a chama-lo de Charlie Waterfall.

Cachoeira, Marconi e Demóstenes

O nome de Carlos Augusto de Almeida Ramos voltou aos holofotes em 2012, no momento em que a Polícia Federal deflagrou a operação Monte Carlo. Segundo noticiou a PF na época, Cachoeira tinha relações com o senador Demóstenes Torres, o governador Marconi Perillo e os deputados federais Sandes Júnior, Carlos Alberto Leréia, Stepan Nercessian, Leonardo Vilela e Protógenes Queiroz – além de Eliane Pinheiro, chefe de gabinete de Marconi.

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Leréia, que afirmou em discurso no plenário da Câmara ser amigo pessoal de Carlinhos Cachoeira, foi flagrado nas escutas feitas pela PF recebendo o código de segurança do cartão de crédito de Cachoeira, para que pudesse fazer uma compra na Internet.

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Cachoeira e a ex-esposa Andressa Mendonça (Foto: Reprodução)

Andressa Mendonça, companheira de Carlinhos Cachoeira, também foi citada na Operação Monte Carlo como sendo suposta laranja de Cachoeira na aquisição de uma fazenda de R$ 20 milhões entre Luziânia e Santa Maria (a cem quilômetros de Brasília). Diálogos interceptados na operação mostram que Cachoeira planejava fracionar e revender pequenos lotes da propriedade, rendendo até R$ 58 milhões ao bicheiro.

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Andressa Mendonça foi detida pela Polícia Federal por ter tentado intimidar o juiz federal Alderico da Rocha Santos, em seu gabinete, alegando estar de posse de um dossiê contra ele, o qual teria sido elaborado pelo jornalista Policarpo Júnior, chefe da revista Veja em Brasília, e que tal dossiê seria veiculado pela Veja, caso Cachoeira não fosse libertado.

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Prisões de Cachoeira

2012

No momento em que o país tomava conhecimento da operação Monte Carlo, Cachoeira foi preso pela Polícia Federal no dia 29 de fevereiro de 2012. O alvo da operação era um esquema de exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás ao longo de 17 anos. As escutas feitas pela polícia no decorrer da investigação implicaram o senador Demóstenes Torres, o governador Marconi Perillo, deputados, auxiliares do governo e até um jornalista – Policarpo Júnior, da revista Veja. Chamou atenção na épocao fato de Cachoeira ter contratado, para ser seu advogado, o jurista e ex-ministro da Justiça de Lula Márcio Thomaz Bastos.

2013

Cachoeira foi preso em 28 de abril de 2013 por dirigir sob efeito de álcool. Ele disse à polícia que tinha acabado de sair de um show de Gusttavo Lima. Foi solto após pagar fiança de R$ 22 mil.

2016 (junho)

A terceira prisão de Cachoeira aconteceu no dia 30 de junho de 2016 por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro público que já teria movimentado, até aquele momento, R$ 370 millhões. Os detalhes fizeram parte o inquérito da operação Saqueador. Também foram cumpridos mandados de prisão em desfavor do dono da empresa Delta em Goiânia, Fernando Cavendish, e de um ex-diretor da empresa chamado Cláudio ABreu.

2016 (julho)

Um mês depois, no dia 28 de julho, Cachoeira foi preso por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que negou um habeas corpus solicitado no âmbito da operação Saqueador.

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