Moradores de todo o país podem receber, nos próximos meses, a visita de um entrevistador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para participar da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026. A novidade desta edição é que, pela primeira vez, parte dos participantes também poderá fazer exames de sangue e urina dentro de casa. A pesquisa está sendo realizada desde 7 de julho e segue até 30 de novembro, com previsão de visitar cerca de 140 mil domicílios.
A coleta de sangue será feita com cerca de 15 mil a 20 mil pessoas com 35 anos ou mais que vivem em capitais e regiões metropolitanas. Por meio dos exames, o levantamento vai analisar colesterol (total, HDL e LDL), hemoglobina glicada, hemograma, creatinina e ácido úrico. A coleta também vai verificar sorologia para chikungunya e a presença de chumbo e mercúrio, metais pesados relacionados à contaminação ambiental. Na urina, serão avaliados sódio, potássio e creatinina.
Os moradores selecionados vão ser avisados previamente e terão a coleta agendada. Na data marcada, um profissional de um laboratório parceiro do IBGE irá até a residência para realizar os exames de sangue e urina. Após o procedimento, cada participante receberá os resultados dos próprios exames em até 20 dias.
A iniciativa é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e busca reunir informações sobre as condições de saúde da população brasileira. Ao todo, cerca de 1,8 mil entrevistadores participam do trabalho de campo.
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Pesquisa também terá entrevista
A coleta de sangue é apenas uma das etapas da pesquisa. Os entrevistadores também vão fazer perguntas sobre diferentes aspectos da vida e da saúde dos moradores.
O questionário aborda doenças crônicas, saúde mental, alimentação, prática de atividade física, tabagismo, saúde bucal, saúde da mulher e da população idosa. Também são investigados acidentes, violência, doenças transmissíveis, deficiência, planos de saúde e utilização dos serviços de atendimento médico.
Esta é a terceira edição da pesquisa. Os levantamentos anteriores foram realizados em 2013 e 2019. Como a metodologia permite a comparação entre as edições, os dados podem mostrar como o perfil de saúde dos brasileiros mudou ao longo dos últimos anos.
Como saber se a visita é realmente do IBGE?
A presença de entrevistadores nas casas pode gerar preocupação com golpes. Por isso, o instituto orienta os moradores a verificarem a identificação do profissional antes de fornecer informações.

Os entrevistadores devem estar com crachá, uniforme institucional e equipamento eletrônico utilizado na coleta dos dados.
Quem tiver dúvida pode conferir a identidade do pesquisador no portal “Respondendo ao IBGE” ou entrar em contato pelo telefone gratuito 0800 721 8181. O serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 21h30, no horário de Brasília.
Um ponto importante é que o IBGE não cobra pela participação na pesquisa. O entrevistador também não deve pedir senha bancária, número de cartão, transferência por Pix ou qualquer tipo de depósito.
As informações fornecidas pelos participantes são protegidas por sigilo estatístico e não podem ser divulgadas individualmente.
Por que o IBGE está fazendo a pesquisa?
A PNS funciona como um retrato das condições de saúde da população brasileira. Os dados coletados podem ser utilizados para orientar o planejamento de políticas públicas e ações de saúde.
Com a inclusão dos exames laboratoriais, o levantamento passa a contar também com informações obtidas diretamente do organismo dos participantes. Isso pode ajudar a identificar alterações que muitas vezes não são percebidas no dia a dia, como níveis elevados de colesterol ou alterações relacionadas ao diabetes.
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