Denunciado por feminicídio, jovem de 21 anos alegou legítima defesa após o crime, mas perícia teria descartado versão
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O suspeito, de 21 anos, também alegou que o desentendimento ocorreu após os supostos valores cobrados pela vítima, que seria garota de programa. No entanto, essa versão foi desmentida pelo GIH. Foto: Reprodução
Um homem investigado por matar uma mulher com mais de 55 golpes de faca em Aparecida de Goiânia foi preso nesta quinta-feira (20), em Ananindeua, no Pará. O crime ocorreu em abril deste ano e, na época, o suspeito alegou à Polícia Militar que havia agido em legítima defesa.
Segundo o Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida, da Polícia Civil de Goiás (PCGO), o avanço das investigações e os resultados dos laudos periciais teriam derrubado a versão apresentada pelo investigado.
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A perícia constatou que a vítima sofreu mais de 55 golpes de faca, concentrados principalmente na região do pescoço. Para a polícia, as circunstâncias indicam intenção de matar, crueldade e menosprezo à condição de mulher. O homem foi indiciado e denunciado pelo crime de feminicídio.
O crime aconteceu no dia 22 de abril. Após a morte da mulher, de 20 anos, o próprio investigado acionou a PM e afirmou ter agido para se defender. O suspeito, de 21 anos, também alegou que o desentendimento ocorreu após os supostos valores cobrados pela vítima, que seria garota de programa. No entanto, essa versão foi desmentida pelo GIH.

Investigação levou polícia até o Pará
Os policiais acompanharam os passos do investigado e conseguiram identificar que ele estava em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. As informações sobre a localização foram então encaminhadas à Polícia Civil do Pará.
Nesta quinta, equipes da Delegacia Especializada de Enfrentamento ao Feminicídio do Pará localizaram o suspeito e cumpriram o mandado de prisão preventiva. A ação recebeu o nome de Operação Cruciatus, expressão escolhida pela polícia em referência à crueldade atribuída ao crime.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional paraense e permanece à disposição da Justiça.
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