Homem de Seattle é preso no Havaí por atirar pedra em foca-monge ameaçada

Redação
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Homem de Seattle é preso no Havaí por atirar pedra em foca-monge ameaçada

Um residente de Seattle com 37 anos foi detido no Havaí após ser acusado de atirar uma pedra contra uma foca-monge enquanto ela nadava na costa de Lahaina, em Maui. A polícia acionou a Divisão de Fiscalização de Conservação e Recursos após receber denúncia de assédio ao animal, espécie protegida por lei federal de extinção.

Detalhes da apreensão e do incidente

O Departamento de Polícia de Maui recebeu a denúncia em 5 de maio, e agentes localizaram rapidamente o suspeito com base na descrição fornecida pela testemunha. O homem foi capturado e se recusou a prestar depoimento sobre o caso. A ação foi direcionada contra Kaiwi (RK96), uma foca-monge fêmea de 15 anos que estava protegida por uma cerca temporária na praia de Kaimana. O animal acabara de dar à luz um filhote no início daquela semana.

Jason Redulla, chefe da DOCARE (sigla para divisão de conservação), comentou sobre o momento sensível do nascimento. “Este é um momento crucial na vida deste filhote, então a invasão e a aproximação dessas pessoas não são uma boa ideia”, afirmou. A proximidade de humanos durante esse período crítico coloca em risco tanto a mãe quanto a cria, aumentando a possibilidade de agressão defensiva.

Mãos algemadas, preso, prisão
Mãos algemadas, preso, prisão – New Africa/shutterstock.com

As focas-monge havaianas estão protegidas por múltiplas camadas legislativas:

  • Lei Federal de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA)
  • Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos (MMPA)
  • Leis estaduais do Havaí

Perturbar, assediar, alimentar ou prejudicar uma foca-monge é considerado crime ambiental. Multas anteriores por assédio a focas-monge totalizam vários milhares de dólares, cobradas pela Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Risco de ataque e precedentes

Focas-monge mães podem atacar se perceberem ameaça de humanos ou animais domésticos. Em 2022, na mesma praia de Kaimana, uma nadadora sofreu lacerações graves no rosto, costas e braço durante um encontro com uma foca-mãe. “Se a foca-mãe perceber qualquer humano ou animal de estimação como uma ameaça, ela pode atacar”, explicou Redulla.

O estado do Havaí recomenda que visitantes e residentes mantenham os cães na coleira e longe dos animais marinhos. Ainda segundo as orientações, é obrigatório manter distância mínima de 15 metros de qualquer foca-monge e 45 metros de mães com filhotes. Nadar perto de mãe e filhote está expressamente contraindicado.

Apelo às autoridades por cumprimento das normas

Redulla emitiu comunicado solicitando ajuda do público para respeitar a vida marinha. “Para garantir a segurança de pessoas e animais de estimação, e para proteger nossa vida marinha ameaçada de extinção, pedimos a ajuda do público para que demonstre respeito por esses animais e siga todas as orientações para uma observação segura”, destacou. O chamamento reforça a importância de educação ambiental em regiões turísticas onde a vida selvagem compartilha espaço com populações humanas crescentes.

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