James Holder, cofundador da Superdry, foi condenado a oito anos de prisão por estuprar uma mulher em seu apartamento em Cheltenham. O homem de 54 anos cometeu o crime em 6 de maio de 2022, após uma noite de diversão que terminou na residência da vítima. O júri composto por sete homens e cinco mulheres considerou Holder culpado no Tribunal da Coroa de Gloucester, em Cirencester, na sexta-feira. O juiz David Chidgey qualificou o ataque como “um ato desprezível de violência sexual” motivado pelo “senso de direito” do acusado.
Dinâmica do crime e eventos na residência
Holder ingressou no táxi da vítima após uma saída noturna improvisada, apesar de uma testemunha ter chamado transportes separados para ambos. Na casa da mulher, ele adormeceu na cama dela, acordou e chamou a vítima, que estava tentando dormir na sala, para seu quarto. Quando ela recusou, o homem a puxou para a cama, ignorando seus choros e resistência.
O juiz descreveu o comportamento: “Você ignorou o fato de que ela estava chorando; foi um verdadeiro pesadelo para ela, agredida da pior maneira possível em sua própria casa”. A sentença estabelece que Holder cumpra pelo menos dois terços da pena na prisão antes de qualquer liberação condicional.
Testimunha da vítima e impacto psicológico
A mulher vítima leu uma declaração perante o tribunal explicando o impacto duradouro do crime:
- O incidente “lançou sombras onde deveria haver apenas luz”
- O trauma persegue seus relacionamentos e capacidade de confiar
- Quatro anos após o estupro, ela segue “recuperando cada parte” de si mesma
- A conexão íntima agora desperta insegurança em vez de segurança
“Ainda estou aqui, ainda de pé, ainda recuperando cada parte de mim que você tentou levar”, afirmou durante o julgamento. Sua coragem em denunciar o crime e depor diante do júri foi elogiada pela detetive Elle MacLeod, da Polícia de Gloucestershire, fora do tribunal após a sentença.
Condenações financeiras e afastamento da Superdry
Holder foi condenado a pagar £5.000 referentes às custas do processo. Uma taxa de apoio à vítima também foi determinada, cujo valor ainda não foi calculado pela corte. Um porta-voz da Superdry confirmou que Holder havia se demitido do cargo de diretor e funcionário da empresa em 2016, com seu trabalho de consultoria terminando em 2019.
A empresa emitiu comunicado à BBC News: “O caso se refere a um incidente ocorrido em 2022, muito tempo depois do término de qualquer vínculo com a Superdry”. Holder cofundou a marca de moda com Julian Dunkerton em 2003, consolidando-se como magnata do setor antes de sua saída da gestão operacional.
Observação judicial sobre intenção e desrespeito
O juiz Chidgey ressaltou durante a sentença que o comportamento de Holder revelava intenção consciente de violar a autonomia da vítima. A prova inicial apresentada ao júri demonstrou que ele “chamou um táxi para si mesmo e outro separado para a vítima”, evidenciando premeditação. Ao entrar no táxi dela, Holder acionou deliberadamente uma sequência de eventos que culminou no crime.
“Esta foi talvez a primeira prova que o júri ouviu que abordou sua atitude e intenções”, declarou o juiz. O magistrado enfatizou que o ataque não refletia apenas violência, mas um desrespeito “casual pelo direito absoluto da vítima de dizer o que queria fazer com o próprio corpo”, definindo o crime como expressão de domínio e desprezo.


