Foto: Geovania de Sá, a autora da proposta – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Um projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados propõe um ajuste significativo no benefício fiscal concedido a pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista. O texto busca elevar o teto para a aquisição de automóveis novos com isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de R$ 200 mil para R$ 250 mil, buscando adequar a medida à realidade econômica atual.
A iniciativa legislativa, identificada como Projeto de Lei 2079/26, visa modificar a Lei 8.989/95, que atualmente define os parâmetros para essa desoneração tributária. O objetivo central é garantir que o incentivo continue acessível e relevante, permitindo que o público-alvo tenha acesso a opções de veículos que atendam às suas necessidades de mobilidade.
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Ajuste no limite de isenção e suas implicações
A proposta de aumentar o limite de R$ 200 mil para R$ 250 mil para a isenção do IPI reflete uma preocupação com o poder de compra dos beneficiários. A legislação vigente, estabelecida em um cenário econômico distinto, tem sido criticada por não acompanhar a valorização dos veículos novos no mercado nacional.
A isenção do IPI representa um alívio financeiro considerável para as pessoas com deficiência e autismo, facilitando a aquisição de um meio de transporte adaptado ou adequado às suas condições. Sem esse ajuste, a medida corria o risco de perder sua eficácia, visto que muitos modelos de carros básicos já ultrapassam o teto anterior.
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Justificativa da proposta: mobilidade como direito fundamental
A deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), autora do projeto, argumenta que o encarecimento dos veículos nos últimos anos tornou o benefício fiscal praticamente inacessível para grande parte da população que dele necessita. Em sua defesa da proposta, a parlamentar enfatizou a importância da mobilidade como um pilar essencial para a participação plena na sociedade.
Conforme a deputada, a capacidade de deslocamento é uma condição prévia para a inclusão social e para o desenvolvimento da autonomia pessoal. A atualização do limite de isenção, portanto, não é apenas uma questão econômica, mas uma medida que visa fortalecer a dignidade e a independência das pessoas com deficiência e do espectro autista, permitindo-lhes maior acesso a trabalho, educação e lazer.
Caminho do projeto no congresso e próximos passos
O Projeto de Lei 2079/26 segue agora para análise em caráter conclusivo nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Esse rito implica que, se aprovado nas comissões designadas, o texto não precisará passar pelo plenário da Câmara, a menos que haja recurso de deputados.
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As comissões responsáveis por avaliar a matéria são:
- Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência;
- Comissão de Finanças e Tributação;
- Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para que a proposta se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto na Câmara quanto no Senado Federal. Esse processo garante que o texto seja amplamente debatido e revisado por diferentes frentes parlamentares antes de sua promulgação.
Impacto esperado e o futuro do benefício
A eventual aprovação do aumento do teto de isenção do IPI para R$ 250 mil é aguardada com expectativa pelas entidades e pelas próprias pessoas com deficiência e transtorno do espectro autista. A medida poderá ampliar significativamente o leque de veículos disponíveis, permitindo escolhas mais adequadas às necessidades individuais e familiares.
Além do impacto direto na compra de automóveis, a atualização do benefício reforça o compromisso legislativo com a promoção da inclusão e da autonomia. A discussão sobre a acessibilidade e os direitos das pessoas com deficiência é contínua e aprimoramentos como este são fundamentais para construir uma sociedade mais equitativa e justa, onde a mobilidade não seja um obstáculo, mas um facilitador de oportunidades.


