Um ciclone extratropical intenso começa a se formar neste sábado no Atlântico Sul. O sistema vai afetar o tempo no Cone Sul com chuva e ventos fortes. A massa de ar frio associada chega ao Rio Grande do Sul a partir de domingo.
O centro de baixa pressão aprofunda-se na costa da Patagônia argentina e segue para norte e nordeste em direção à foz do Rio da Prata. Depois, o ciclone desloca-se para leste e sudeste, afastando-se do continente no início da semana. Modelos indicam pressão central ao redor de 970 hPa em mar aberto, valor considerado baixo para a região.
Formação e trajetória do sistema
A baixa pressão inicia o movimento na costa patagônica neste sábado, 25 de abril. Chuva e vento já ocorrem no litoral norte da Patagônia. O sistema ganha força ao aproximar-se do litoral da província de Buenos Aires e da foz do Rio da Prata.
- Litoral de Buenos Aires recebe chuva e vento muito forte entre domingo e segunda
- Rajadas próximas ou acima de 100 km/h previstas entre Bahía Blanca e Mar del Plata
- No Uruguai, departamentos do sul e leste enfrentam temporal com risco de quedas de árvores e falta de energia
Montevidéu, San José, Canelones e Maldonado concentram os maiores impactos. Rajadas de 75 km/h a 100 km/h são esperadas, com picos isolados acima de 100 km/h na Costa del Oro e Punta del Este.
O ciclone não toca diretamente o território brasileiro, mas sua circulação influencia o Sul do país. Mapas do modelo europeu mostram o giro do sistema ao longo do fim de semana e no começo da próxima semana. A trajetória mantém o centro em alto-mar, distante o suficiente para evitar maiores transtornos no litoral gaúcho, mas próxima o bastante para gerar ventos.
Massa de ar frio avança para o Rio Grande do Sul
O ciclone impulsiona uma língua de ar frio desde as Malvinas em direção ao Sul do Brasil. O ar polar começa a entrar pelo Oeste e Sul gaúcho entre a tarde e a noite de domingo. Na segunda, a massa avança pelo estado.
Mínimas entre 5°C e 10°C marcam as madrugadas mais frias entre segunda e quarta. Em áreas de maior altitude, como Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra e Planalto Sul Catarinense, termômetros podem marcar abaixo de 5°C. Geada ocorre em várias regiões do Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, especialmente na terça e quarta.
As tardes permanecem amenas. O episódio de frio dura pouco. A partir de quarta, as temperaturas sobem gradualmente até quinta e sexta, quando novo sistema de chuva se aproxima.
Vento forte no Sul e Leste gaúcho
Rajadas de vento acompanham a chegada do ar frio. No final de domingo, o Sul e a Campanha registram intensificação. Na segunda, vento sopra com 50 km/h a 70 km/h em grande parte do Sul e Leste do Rio Grande do Sul. Pontos do Litoral Sul podem ter rajadas de 80 km/h a 90 km/h.
Em mar aberto, o vento gera ressaca na costa gaúcha ao longo da semana. Navegantes e moradores de áreas litorâneas devem redobrar atenção.
Impactos esperados no Rio Grande do Sul
O ingresso do ar frio altera o padrão térmico típico do outono. Cidades do interior e da serra sentem a queda mais acentuada. Produtores rurais monitoram o risco de geada em lavouras sensíveis.
Equipes de defesa civil nos municípios gaúchos acompanham a evolução. Recomendações incluem fixação de estruturas soltas e precaução com árvores em vias públicas. No litoral, ressaca exige cuidado com banhistas e embarcações.
Outros efeitos no Cone Sul
Argentina e Uruguai concentram os impactos mais diretos do ciclone. Chuva persistente e vento forte causam transtornos logísticos e energéticos. Em Buenos Aires, o litoral recebe o sistema com maior intensidade. No Uruguai, o temporal afeta principalmente o sul e o leste.
O sistema afasta-se no meio da semana. O ar frio, porém, deixa marcas nas temperaturas do Sul do Brasil por alguns dias.
Previsão para os próximos dias
Domingo marca a transição com vento e entrada gradual do frio no Rio Grande do Sul. Segunda e terça trazem as mínimas mais baixas. Quarta inicia o aquecimento. Nova frente fria deve chegar no fim da semana.
Meteorologistas acompanham os modelos em tempo real. Atualizações ocorrem conforme o deslocamento do ciclone. População deve consultar alertas oficiais de órgãos como Inmet e defesa civil estadual.


