Goiânia implantará telemedicina com expectativa de 30 mil atendimentos de baixa complexidade por mês

Redação
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Goiânia implantará telemedicina com expectativa de 30 mil atendimentos de baixa complexidade por mês

*Com a colaboração de Diogo Alves | A Prefeitura de Goiânia deve lançar, ainda nesta semana, um edital de licitação para implantar o serviço de telemedicina para atender pacientes da rede municipal. Em entrevista ao Mais Goiás, o secretário de saúde Luiz Gaspar Pellizzer disse que a expectativa é que o serviço realize inicialmente 10 mil atendimentos mensais de baixa complexidade, com potencial para 30 mil atendimentos. O objetivo, segundo ele, é desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital e levar mais conforto para pacientes que não possuem quadro de urgência.

Conforme o titular da SMS, o estudo do projeto prevê um investimento de R$ 50 milhões por ano. No entanto, segundo ele, esse valor deve ser reduzido para cerca de R$ 30 milhões durante o pregão eletrônico.

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De acordo com a pasta, a estimativa foi construída a partir de pesquisa de mercado e consultas a bancos de preços oficiais. O secretário explica que o valor de referência não representa necessariamente o custo final da contratação. “A expectativa é que, durante o pregão, os valores sejam ajustados naturalmente. O custo real estimado gira entre R$ 1,80 e R$ 2,10 por habitante. Embora o valor de referência totalize R$ 50 milhões anuais, esperamos que, após o pregão, esse montante seja reduzido para aproximadamente R$ 30 milhões”, afirmou.

Segundo o secretário, propostas com valores muito abaixo da média também passarão por análise técnica antes da homologação. Caso uma empresa apresente preço considerado inexequível, será necessário comprovar que possui condições financeiras e operacionais para executar o serviço.

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Redução de filas nas UPAs

De acordo com Pellizzer, a rede municipal de saúde registra hoje entre 100 mil e 120 mil atendimentos mensais, sendo que aproximadamente 78 mil correspondem a pacientes classificados como casos verdes, ou seja, de baixa complexidade e sem urgência.

Assim, se a telemedicina atingir 10 mil atendimentos por mês (expectativa inicial), haverá uma redução de aproximadamente 12,82% desse público nas unidades presenciais. Caso atinja 30 mil teleconsultas mensais, a redução será de cerca de 38,46% dos atendimentos classificados como verdes, permitindo que médicos e equipes concentrem esforços nos casos de maior gravidade.

Telemedicina em Goiânia com 30 mil atendimentos mensais
Serviço de telemedicina pode reduzir 38,46% das filas dos atendimentos presenciais em casos sem urgência

“Se um terço desse público [de 78 mil pessoas] aderir ao sistema, menos pacientes procurando atendimento presencial, o que otimiza significativamente o fluxo das unidades”, explicou.

A expectativa da SMS é investir cerca de R$ 2,5 milhões por mês para realizar até 30 mil teleconsultas mensais. Luiz Pellizzer disse que o principal objetivo é reduzir a demanda de pacientes classificados como de baixa complexidade nas unidades de pronto atendimento, especialmente nos dias de maior movimento, como segundas, terças e quartas-feiras.

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Redução do custo

Segundo o secretário, além de reduzir filas, o novo sistema também deve reduzir os custos na saúde. Conforme ele, 10 mil atendimentos mensais pela telemedicina representam o ponto de equilíbrio financeiro, ou seja, o custo da nova ferramenta fica equivalente ao do atendimento presencial. Caso a plataforma alcance 20 mil consultas por mês, o custo por paciente cairá para cerca de R$ 100.

Já com 30 mil atendimentos mensais, o custo médio será de aproximadamente R$ 66 por paciente, frente aos cerca de R$ 220 gastos atualmente em cada atendimento presencial.

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