Suspeito de matar ex em Anápolis e esconder corpo em monte de areia seguirá preso

Redação
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Suspeito de matar ex em Anápolis e esconder corpo em monte de areia seguirá preso

Homem confessou que estava sob efeito de crack e afirmou ter escondido o corpo da vítima em lote em construção coberto de areia

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Suspeito de matar ex a facadas e esconder corpo em monte de areia passa por audiência de custódia e segue preso (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O homem suspeito de matar a ex-namorada Kesley Cristina Ribeiro Marques, de 42 anos, a facadas, e esconder o corpo dela em um monte de areia em Anápolis vai continuar preso após passar por audiência de custódia na quarta-feira (20). Segundo a Polícia Civil, Jederson Lucas Ferreira das Chagas, de 30 anos, confessou o crime e foi detido em um bar com o carro e o celular da vítima.

De acordo com o delegado Marcos Adorno, responsável pelo caso, o suspeito afirmou em depoimento que entrou em luta corporal com Kesley dentro da casa dela, na última quarta-feira (13). Durante a discussão, desferiu vários golpes de faca na vítima. Após o assassinato, ele colocou o corpo da ex no porta-malas do carro e o levou até um lote em construção em Silvânia, onde tentou esconder o cadáver com areia.

O desaparecimento de Kesley havia sido registrado pela família no mesmo dia do crime. A localização do corpo aconteceu depois que moradores da região sentiram um forte odor vindo do imóvel e acionaram a polícia.

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Jederson foi preso na terça-feira (19), enquanto estava em um bar em Anápolis. Conforme a investigação, ele foi encontrado com o carro e o celular da vítima, além de porções de drogas. Segundo o delegado, a prisão aconteceu em flagrante pelos crimes de ocultação de cadáver e tráfico de drogas.

O delegado afirmou ainda que o suspeito usava o carro de Kesley Cristina para traficar drogas e que tem passagem por roubo.

Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito declarou que estava sob efeito de crack no momento do crime. Durante o depoimento, ele também disse que se arrependeu de ter matado Kesley.

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A investigação aponta que o caso deverá ser tratado como feminicídio. Segundo Marcos Adorno, o inquérito segue em andamento e novas testemunhas, além de familiares da vítima, ainda serão ouvidas nos próximos dias.

Kesley Cristina e Jederson tinham uma filha de apenas cinco meses que está sob os cuidados de familiares da vítima.

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