Domingo, 8 de novembro de 2026
Goiás

Pastor da Assembleia de Deus acusado de abuso sexual em Goiânia fugiu para Flórida, diz vítima

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Pastor da Assembleia de Deus acusado de abuso sexual em Goiânia fugiu para Flórida, diz vítima

Além disso, O pastor da Assembleia de Deus Ministério Fama acusado de cometer abusos sexuais contra mulheres em Goiânia teria fugido para a Flórida, nos Estados Unidos, na noite de terça-feira (3), acompanhado da esposa, dos filhos e da mãe. Dessa forma, A informação foi divulgada neste domingo (8) pela estudante de Direito Bruna Suyane, uma das denunciantes, em vídeo publicado nas redes sociais. Com isso, segundo ela, a notícia da viagem foi repassada por familiares do religioso.

“Segundo informações de pessoas da família do pastor, ele teria fugido na terça-feira à noite, acompanhado da esposa, dos filhos e da mãe dele para a Flórida”, afirmou Bruna. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a Pastor da Assembleia continuam sendo acompanhados com atenção.

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Nesse sentido, A estudante também acusa pessoas próximas ao pastor de tentar intimidar as mulheres que denunciaram os supostos abusos. Portanto, segundo ela, o religioso teria deixado um carro em Goiânia, sob os cuidados de diáconos da igreja, que estariam circulando pela região frequentada pelas denunciantes.

Em seguida, bruna afirma que essas movimentações têm o objetivo de amedrontar as mulheres. De acordo com as apurações, A acusação de intimidação não foi confirmada de forma independente.

“Mas isso não foi o suficiente para nos parar”, declarou.

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Por outro lado, até o momento, não foi possível confirmar de forma independente a saída do religioso do Brasil, sua localização nos Estados Unidos nem as circunstâncias da suposta viagem.

Três secretárias prestaram depoimento à polícia no sábado

Vale destacar que no mesmo vídeo, Bruna revelou que procurou a Polícia Civil na sexta-feira (6) para registrar um boletim de ocorrência. Sendo assim, ela também informou que três mulheres que trabalharam como secretárias do pastor compareceram à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) no sábado (7).

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“Ontem, as três secretárias, que são, acho que, de longe, as vítimas mais cruéis dessa história toda, as que mais sofreram na mão desse monstro, foram prestar seu depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher”, afirmou.

Além disso, segundo Bruna, outras mulheres também pretendem procurar a polícia nos próximos dias.

Dessa forma, A estudante disse que as três secretárias foram acompanhadas à delegacia por um advogado da Assembleia de Deus Ministério Fama.

“Eu queria deixar aqui bem claro que a igreja tem prestado apoio às vítimas. Com isso, as três secretárias que foram ontem prestar seu depoimento foram acompanhadas do advogado da igreja”, declarou.

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As informações sobre os novos depoimentos foram apresentadas pela denunciante. Não havia confirmação independente da Polícia Civil sobre o conteúdo das declarações ou o número atualizado de procedimentos instaurados.

Pastor foi desligado das funções religiosas

Na gravação, Bruna também relatou que o presidente da Assembleia de Deus Ministério Fama comunicou, durante uma reunião administrativa no sábado, o desligamento do pastor da instituição.

“O pastor-presidente, ontem, na reunião administrativa, disse que ele foi excomungado, praticamente, da igreja e que a igreja tem prestado apoio e solidariedade às vítimas”, contou.

O afastamento já havia sido confirmado oficialmente pela denominação na sexta-feira (6). Em comunicado, a instituição informou que a decisão foi tomada em reunião extraordinária realizada na terça-feira (3), às 21h.

Segundo a igreja, o religioso foi substituído na liderança do departamento de jovens e desligado de todas as funções eclesiásticas, incluindo o cargo pastoral.

A instituição declarou que acompanha as denúncias e está adotando as providências cabíveis.

Secretárias relatam dez anos de abusos e trabalho sem salário

As denúncias contra o pastor ganharam repercussão após Bruna Suyane publicar um primeiro vídeo relatando ter sido tocada de maneira inadequada pelo religioso. Ela afirmou que, ao questionar a conduta, ouviu que se tratava de um “excesso de carinho”, porque o pastor a amava como um pai.

Neste domingo, o Mais Goiás publicou novos relatos envolvendo quatro mulheres que trabalharam como secretárias do religioso ao longo de aproximadamente dez anos.

Segundo as denúncias, elas eram submetidas a abusos sexuais e psicológicos, além de exercer atividades sem remuneração. As tarefas incluíam a organização de eventos religiosos, a administração de recursos financeiros, a limpeza da residência do pastor, os cuidados com seus filhos e serviços em uma fazenda.

As mulheres também relataram episódios de sexo oral forçado em uma sala de um dos templos da igreja, onde o religioso exigia que os celulares fossem desligados.

Os relatos incluem ainda acusações de controle sobre relacionamentos afetivos, viagens, estudos e atividades profissionais.

Bruna incentiva outras mulheres a denunciar

Ao encerrar o vídeo publicado neste domingo, Bruna agradeceu a repercussão das denúncias e afirmou que continuará buscando a responsabilização do pastor.

Ela também incentivou outras mulheres que tenham sofrido violência sexual ou psicológica a procurar a Polícia Civil.

“Se você é vítima desse homem, não se amedronte, não tenha medo, denuncie”, disse.

“As pessoas não podem se esconder dos seus crimes usando a fé alheia”, acrescentou.

O pastor não será identificado nesta reportagem. As denúncias ainda dependem de investigação, e não há decisão judicial sobre sua responsabilidade criminal. O espaço permanece aberto para manifestação do religioso e de sua defesa, inclusive sobre a informação de que teria deixado o país.

Para mais detalhes e apuração completa, consulte a fonte da notícia.

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Redação Foco Goiás