Julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho começa após impasse com advogados

Redação
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Julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho começa após impasse com advogados

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros iniciaram julgamento no início da tarde desta segunda-feira (25) no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A sessão ocorreu após manhã marcada por indefinições sobre possível adiamento e mudanças na defesa do ex-parlamentar.

Defesa reconstituda e julgamento retomado

Dr. Jairinho destituiu a banca de advogados que o defendia após o enfarte do advogado Fabiano Lopes, um dos defensores do ex-vereador. A decisão gerou tensionamento processual imediato. A juíza Elisabeth Machado Louro sinalizou possível adiamento e avaliava transferência de Jairinho da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8) para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), conforme solicitado pelo Ministério Público.

No decorrer da sessão, Jairinho interrompeu a magistrada e recompôs sua defesa, incluindo o próprio filho, o advogado Luís Fernando Abidul, à banca de advogados. A magistrada afirmou em decisão que “as inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgadora, mas de todos os demais envolvidos no processo reféns dele por iniciativa de uma só das partes”.

Com a defesa reestabelecida, Elisabeth Machado Louro prosseguiu com o tribunal do júri. Sete jurados foram sorteados, resultando em composição final de 5 mulheres e 2 homens.

Estrutura e duração do julgamento

A acusação e a defesa estimam que o julgamento se estenda entre 5 e 7 dias. De um total de 27 testemunhas arroladas, estavam previstos 4 depoimentos de testemunhas de acusação para segunda-feira:

  • 2 delegados
  • 1 perito
  • 1 médico legista

A defesa de Monique Medeiros, representada pelo advogado Hugo Novais, pleiteou que o julgamento da mãe de Henry não fosse desmembrado, uma vez que ela é acusada de homicídio por omissão. Este argumento influenciou a decisão da magistrada de manter os dois réus no mesmo processo.

Antecedentes do adiamento anterior

Este julgamento marca retorno após adiamento ocorrido em 23 de março. Naquela ocasião, a defesa de Jairinho solicitou adiamento por falta de acesso às provas. Após indeferimento do pedido pela juíza Elisabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário, provocando interrupção do processo.

Acusações e denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público, na madrugada de 8 de março de 2021, Dr. Jairinho espancou até a morte o menino Henry, seu enteado, enquanto Monique Medeiros permaneceu omissa, contribuindo para a morte da criança. O órgão acusador também aponta que em 3 outras ocasiões durante fevereiro de 2021, Jairo submeteu o menino a sofrimento físico e mental mediante emprego de violência.

Dr. Jairinho responde por homicídio qualificado praticado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima, além de 3 acusações de tortura contra criança. Monique Medeiros responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. As penas em caso de condenação podem ser severas dada a natureza das acusações e do crime envolvendo menor de idade.

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