JK: comissão conclui que ditadura militar matou ex-presidente em 1976

Redação
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JK: comissão conclui que ditadura militar matou ex-presidente em 1976

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu, nesta sexta-feira (29/5), que a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek foi causada pela ditadura militar.

O relatório é apresentado pela CEMDP durante coletiva no Ministério Público Federal (MPF). A comissão contestou a conclusão da época de que JK teria sido vítima de um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra, em 1976.

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Metrópoles

Em 1976, o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico

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Em 1976, o ex-presidente faleceu em um acidente automobilístico

ANTONIO LÚCIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo

 Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil. Ele morreu em batida de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976

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Juscelino Kubitschek, ex-presidente do Brasil. Ele morreu em batida de carro, na Rodovia Presidente Dutra, em agosto de 1976

Getty Images

Vera e o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 1958

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Vera e o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, em Brasília, em 1958

Acervo pessoal/Cedido ao Metrópoles

Três anos antes da inauguração de Brasília, JK posou para Di Cavalcanti

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Três anos antes da inauguração de Brasília, JK posou para Di Cavalcanti

Arquivo Público do DF

Juscelino Kubitschek na transmissão da inauguração de Brasília

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Juscelino Kubitschek na transmissão da inauguração de Brasília

Reprodução

 Juscelino Kubitschek

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Juscelino Kubitschek

Arte Metrópoles/Foto Arquivo

A aprovação ocorreu na manhã desta sexta por votos da maioria dos integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção.

O evento acontece no auditório da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em Bela Vista, na cidade de São Paulo (SP).

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A coletiva conta com a presença da presidente da CEMDP, a procuradora regional da República Eugênia Augusta Gonzaga; a professora Maria Cecília Adão, relatora do caso; e a deputada federal Natália Bonavides, integrante da Comissão.

Inicialmente, a votação para validar o documento estava prevista para ocorrer em abril, mas acabou adiada para que os conselheiros tivessem mais tempo para examinar o conteúdo e para que os familiares de JK fossem informados sobre as conclusões.

A análise foi produzida pela historiadora Maria Cecília, responsável pela relatoria do caso dentro da CEMDP. O material reuniu mais de cinco mil páginas entre documentos e anexos, e vem sendo estudado pelos conselheiros desde abril.

A comissão informou que o processo de revisão do caso começou após um pedido apresentado por Gilberto Natalini, ex-presidente da Comissão da Verdade Municipal de São Paulo, e pelo jornalista Ivo Patarra. A solicitação foi feita depois da retomada das atividades da CEMDP.

Parte das informações usadas no parecer era pública e constava em investigações anteriores conduzidas pelo MPF.

Reabertura do caso

A morte de JK ocorreu em agosto de 1976, durante uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro. O carro em que ele estava, dirigido por Geraldo Ribeiro, bateu na altura de Resende.

À época, as investigações apontaram que o automóvel atravessou a pista contrária e colidiu com um caminhão depois de um possível contato com um ônibus. O ex-presidente e o motorista morreram no local.

Desde então, o episódio passou a ser cercado por suspeitas de motivação política. As teorias ganharam força por causa do contexto da ditadura militar e da atuação da Operação Condor, articulação entre regimes autoritários da América do Sul para perseguir opositores políticos.

Em 2014, a Comissão Nacional da Verdade descartou indícios de assassinato e concluiu que não havia provas de envolvimento do regime militar na morte de JK.

O caso, porém, voltou a ser discutido após um laudo elaborado pelo engenheiro Sergio Ejzenberg para o Ministério Público Federal.

Concluído em 2019, o documento contestou a dinâmica do acidente, e foi usado como uma das referências para o novo relatório da CEMDP.

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