Repórter especial do Estado de Minas/UAI (2011), com passagens por Folha de SP (stringer Europa 2011), Agora SP (2010-2011) e Hoje em Dia (2004-2010). Sempre envolvido em grandes reportagens e séries em áreas como meio ambiente, segurança pública, tran
20/04/2026 10:09 – atualizado em 20/04/2026 10:10
A disputa por controle de territórios de atuação de traficantes mineiros e baianos resultou na execução de um homem de 30 anos, na madrugada desse sábado (18/4), em Salto da Divisa (MG), no Vale do Jequitinhonha.
O crime ocorreu por volta das 2h, no Bairro Cansanção, a menos de um quilômetro do destacamento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), perto da BR-367, e a um quilômetro do Rio Jequitinhonha, que é a divisa com a Bahia.
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De acordo com informações da PMMG, quatro suspeitos encapuzados bateram à porta da residência de Adenilson Nascimento Lima, de 30 anos. Ele teria ligações com a facção criminosa Tudo 2, que age entre a Bahia e Minas Gerais, sobretudo traficando entorpecentes.
Os encapuzados se identificaram como policiais e requisitaram a abertura da porta da casa para uma pretensa diligência. Ao acreditar na abordagem e abrir a porta, Adenilson foi imediatamente confrontado pelos atiradores que começaram a disparar contra ele.
Mesmo ferido, Adenilson conseguiu correr para a rua na tentativa de buscar refúgio. No entanto, ele foi perseguido pelos atiradores por alguns metros na via pública.
A execução foi finalizada ao ar livre, onde o homem recebeu tiros nas costas, em plena rua. O local da execução fica a apenas 1.200 metros do Centro de Salto da Divisa, e os disparos acordaram a vizinhança.
Testemunhas afirmam que os suspeitos fugiram em um veículo não identificado, em direção ao território baiano.

Qual a relação da morte com o crime organizado?
Os suspeitos não foram identificados, mas a PMMG diz que a motivação do crime seja a guerra territorial pelo controle do tráfico de drogas entre organizações rivais.
O confronto envolve os grupos conhecidos como Tudo 2, com atuação em Eunápolis (BA), e Tudo 3. A morte de Adenilson é tratada como um acerto de contas estratégico dentro desse conflito geográfico, onde o município mineiro serve como ponto de atrito entre as facções dos dois estados vizinhos.
A Polícia Militar isolou a área para preservar a integridade das evidências físicas até a chegada da perícia técnica.
Equipes de socorro médico prestaram assistência à esposa da vítima, encontrada em estado de choque e encaminhada para observação hospitalar.
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Uma mulher suspeita de envolvimento indireto foi conduzida à delegacia de plantão em Almenara (92 quilômetros de distância). O corpo depois foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) de Pedra Azul (105 quilômetros de distância).
Acerto de contas na madrugada
- Invasão da residência: autores fingiram ser policiais para que a vítima abrisse a porta
- Início do ataque: vítima foi alvejada assim que atendeu ao chamado dos criminosos
- Tentativa de fuga: homem correu ferido para a via pública tentando escapar dos disparos
- Execução consumada: perseguidores atingiram a vítima fatalmente na região das costas
- Atendimento à testemunha: esposa da vítima recebeu socorro médico após ser encontrada em choque
- Procedimentos legais: corpo foi removido para o IML de Pedra Azul para exames periciais
Cuidado!
- Verificação de identidade: nunca abrir a porta para agentes sem antes confirmar a viatura e identificação funcional
- Iluminação externa: manter frentes de residências bem iluminadas para inibir aproximações furtivas
- Acionamento imediato: utilizar o número 190 ao notar movimentações suspeitas de pessoas encapuzadas
- Monitoramento compartilhado: instalar câmeras que registrem acessos à rua e portões principais
- Preservação do local: evitar tocar em objetos, afaste-se da cena do crime


