Sobre o tema envolvendo roubo à revenda, além disso, A apuração identificou uma estrutura organizada que atuava em várias etapas, desde a receptação dos celulares até a adulteração dos aparelhos e a revenda ao consumidor final. Dessa forma, segundo o Ministério Público, a organização movimentou quase R$ 460 milhões em cinco anos.
Com isso, A investigação aponta que o roubo e o furto representam apenas a primeira fase de uma cadeia logística e econômica sustentada pela receptação e comercialização dos celulares. Nesse sentido, testemunhas ouvidas pelos investigadores relataram que muitos aparelhos já tinham destino definido antes mesmo de serem levados das vítimas. Vale ressaltar que os aspectos relacionados a roubo à revenda continuam sendo acompanhados com atenção.
Roubo à revenda: Entreposto da receptação
Portanto, de acordo com os investigadores, a Rua Guaianases, na região central de São Paulo, funcionava como um dos principais pontos de recepção dos aparelhos roubados. Foi nesse local que os celulares passavam a ser concentrados logo após os crimes.
Em seguida, promotores afirmam que era nessa etapa que começavam as tentativas de acesso a aplicativos bancários e outras informações armazenadas nos aparelhos das vítimas. De acordo com as apurações, diversos boletins de ocorrência e registros de geolocalização analisados ao longo da investigação apontavam o mesmo endereço como última localização conhecida dos celulares.
Por outro lado, rua Guaianases, no centro da capital paulista, local apontado pelo Ministério Público como um dos principais pontos de recebimento dos celulares roubados — Foto: Reprodução/TV Globo
Da rua para os laboratórios
Vale destacar que após a receptação, os aparelhos eram encaminhados para núcleos especializados. Sendo assim, segundo o Ministério Público, esses grupos utilizavam ferramentas técnicas para alterar o IMEI, número único que identifica cada celular.
Além disso, A adulteração permitia que celulares roubados passassem a aparentar situação regular. Dessa forma, de acordo com os investigadores, os criminosos substituíam o IMEI de aparelhos com restrições por identificações de telefones inativos, dificultando a detecção da fraude.
Retorno ao mercado
Com os aparelhos adulterados ou desmontados para venda de peças, começava a fase final da engrenagem: a comercialização. O objetivo era fazer com que o produto retornasse ao mercado aparentando origem legal.
Segundo o Ministério Público, o esquema também utilizava notas fiscais fraudulentas para dar aparência de legalidade aos celulares. Durante a investigação, interceptações obtidas pelos promotores mostraram conversas sobre a emissão desses documentos com informações específicas dos aparelhos.
Operação e apreensões
Na operação realizada neste mês, 15 suspeitos foram presos. Cerca de 10 mil itens, entre celulares, peças e acessórios, foram apreendidos. O material foi reunido em um prédio da Polícia Civil, enquanto peritos estimaram que o conjunto recolhido pesava aproximadamente 60 toneladas.
Os investigadores afirmam que o objetivo agora é identificar vítimas, responsabilizar os envolvidos e tentar devolver os aparelhos recuperados aos proprietários.
Adulteração do IMEI
Após a receptação, os celulares seguiam para núcleos especializados responsáveis por modificar o IMEI, número de identificação único de cada aparelho. Segundo o Ministério Público, esse processo exigia conhecimento técnico e uso de ferramentas específicas.
Os investigadores afirmam que os criminosos exploravam uma falha na integração de informações entre fabricantes, operadoras, lojas e órgãos públicos. O esquema consistia em substituir o IMEI de aparelhos roubados pelos números de celulares inativos, dificultando a identificação da fraude pelos sistemas de controle.
Essa etapa era executada por integrantes conhecidos como “icloudeiros”. Um dos suspeitos apontados como responsável por esse trabalho foi preso durante a operação.
Após a receptação, os celulares seguiam para núcleos especializados responsáveis por modificar o IMEI — Foto: Reprodução/TV Globo
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