A professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, morreu no dia 5 de setembro de 2026 em Ceilândia, no Distrito Federal, após receber uma injeção para combater a queda de cabelo em um salão de beleza situado no Setor P. O estabelecimento ofereceu uma fórmula injetável com promessa de fortalecer os fios no momento em que a cliente fazia as unhas.
O marido da vítima, Valdeci Alves dos Santos, relatou que a aplicação ocorreu no glúteo e que os sintomas surgiram rapidamente.
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Reação alérgica grave após atendimento estético
Valdeci Alves dos Santos encontrou a esposa em estado crítico logo após o procedimento. “Nós moramos muito perto do salão, então ela veio logo para casa. Quando chegou, ela estava bem ofegante e transpirando muito. Eu perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que tinha tomado um coquetel para o cabelo, mas já estava com dificuldade para falar”, declarou o marido.
Valdeci Alves dos Santos transportou a mulher em seu carro particular em direção à Unidade de Pronto Atendimento do P Norte. Lidiane Gomes de Souza Alves desmaiou no trajeto antes de dar entrada na unidade de saúde.
Atendimento de emergência na UPA do P Norte
Os profissionais da UPA do P Norte iniciaram manobras imediatas de reanimação cardíaca.
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“Nós conseguimos atendimento rápido e ela chegou a ser reanimada. Mas teve um choque anafilático por conta da reação alérgica ao medicamento que tomou e não resistiu”, relatou Valdeci Alves dos Santos ao citar que o prontuário registrou sete paradas cardíacas.
Identificação do coquetel e abandono do hospital
O marido voltou ao salão de beleza no Setor P durante o atendimento médico para descobrir qual produto havia sido injetado. A mulher que administrou a substância afirmou ser biomédica e alegou que outras pessoas já tinham recebido o mesmo coquetel capilar. A profissional foi com Valdeci Alves dos Santos até a unidade de socorro, mas fugiu após o óbito ser confirmado pelos médicos.
O viúvo Valdeci entrou em desespero.
Alergias preexistentes e histórico de saúde da vítima
A professora convivia com bronquite asmática desde a infância e possuía sensibilidade alérgica diagnosticada a determinados remédios, quadro clínico que não foi questionado pela responsável pela aplicação no estabelecimento antes de ministrar a substância nos glúteos da paciente. Ela tinha uma filha de 26 anos graduada em medicina que mora no Paraná.
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- Aplicação de injeção capilar no glúteo oferecida no salão de beleza do Setor P
- Primeiros sintomas de sufocamento e sudorese registrados na residência da vítima
- Perda de consciência da paciente durante transporte para a UPA do P Norte
- Sete paradas cardíacas constatadas no boletim de atendimento hospitalar
Inquérito por exercício ilegal da medicina na PCDF
A mulher que aplicou o composto compareceu à 15ª Delegacia de Polícia com advogado no dia 11 de setembro de 2026 e exerceu o direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Uma funcionária responsável pelo setor de cabeleireiro e uma cliente que estava no salão prestaram declarações aos agentes. A Polícia Civil do Distrito Federal apura o fato por meio da 23ª Delegacia de Polícia, localizada no Setor P Sul, sob a classificação de homicídio culposo e exercício ilegal da medicina.


