O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, nesta sexta-feira (29/5), o uso de polimetilmetacrilato (PMMA) em todo o Brasil.
O PMMA é um material sintético utilizado como preenchedor definitivo. Diferentemente do ácido hialurônico, por exemplo, ele não é absorvido pelo organismo com o passar do tempo.
A substância pode ser usada em algumas situações médicas específicas, como correção de deformidades, lipoatrofias, assimetrias corporais e reconstruções. Também vem sendo aplicada para aumento de determinadas regiões do corpo, como glúteos, peitoral e ombros.
O preenchedor não é recomendado pela Anvisa para fins estéticos.
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Apesar de autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso do PMMA exige critérios rigorosos. Em nota técnica publicada em 2025, a agência manteve a autorização da substância para procedimentos médicos, mas reforçou que a aplicação deve ser feita por profissionais habilitados, em ambiente adequado e após avaliação clínica detalhada.
Morte em SP
A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morreu após passar por um procedimento estético no Brooklin, na zona sul de São Paulo. Ela fez preenchimento nos glúteos com PMMA.
De acordo com o boletim de ocorrênci, Roseli, de 48 anos, viajou do Mato Grosso do Sul a São Paulo para passar pelo procedimento na última segunda-feira (25/5). Em depoimento, a filha da vítima afirmou que a mãe deixou o consultório médico aparentemente bem, reclamando apenas de dor na região.
A aplicação foi feita pela médica Tábita Nunes Marcolino Jorge. A profissional tem pós-graduação em dermatologia, mas não fez residência na área. Ela mora em Goiânia, mas realiza atendimentos em São Paulo há cerca de três anos.
À polícia, a médica disse ter aplicado 120 ml da substância em cada um dos glúteos da mulher, mais 30 ml na parte posterior das coxas. Segundo Tábita, Roseli já havia passado pelo mesmo procedimento, com outro médico, há dois anos. Ela não informou se o preenchimento anterior foi feito com PMMA.


