Um ciclone extratropical com rápida intensificação está previsto para trazer temporais e fortes ventos a diversas regiões do Brasil a partir de 6 de agosto de 2026.
Embora os impactos mais severos sejam esperados para o Sul, os efeitos do fenômeno também devem atingir áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, com rajadas que podem ultrapassar os 100 km/h em certos locais.
O sistema se formará sobre o Oceano Atlântico, próximo à costa do Rio Grande do Sul. Mesmo sem tocar o continente diretamente, a circulação do ciclone e a frente fria associada a ele espalharão nuvens carregadas, chuvas intensas e ventanias por vários estados.
Se a pressão no centro deste sistema meteorológico diminuir drasticamente em menos de 24 horas, ele poderá ser categorizado como um “ciclone-bomba”.
O que é um ciclone-bomba e seus perigos
Um “ciclone-bomba” ocorre quando uma região de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito acelerada. Esse fenômeno geralmente agrava as condições climáticas, elevando os riscos de ventos extremamente fortes, chuvas torrenciais e quedas bruscas de temperatura, causando estragos consideráveis em infraestruturas e áreas urbanas.
O dia 6 de agosto de 2026 marca o período de maior preocupação com as chuvas na região Sul. O Rio Grande do Sul é o estado que deve ser mais afetado, com temporais em quase todas as suas áreas, possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem variar entre 90 e 110 km/h.
Existe também a ameaça de tornados, especialmente na porção oeste e na área das Missões no estado gaúcho.
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Os maiores volumes de precipitação são esperados para a metade oeste, sul e litoral sul do Rio Grande do Sul. Em algumas localidades, o acumulado de chuva pode atingir quase 100 milímetros em pouco tempo, volume que pode causar alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e a elevação rápida de córregos e rios menores.
Há ainda a possibilidade de destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e a queda de árvores, postes e placas devido à força dos ventos.
A previsão da Climatempo indica que os temporais se estenderão pelos três estados do Sul e alcançarão também São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais.
No Sudeste, São Paulo deve sentir os primeiros efeitos do sistema. A chuva poderá surgir já nas primeiras horas de 6 de agosto no oeste, sudoeste, centro, litoral e Região Metropolitana.
Depois de uma trégua em algumas áreas durante a manhã, as pancadas devem se intensificar à tarde e à noite.
O risco de temporais aumenta especialmente no centro-sul paulista, nas regiões de Campinas e Sorocaba, na capital e no litoral do estado.
As rajadas de vento devem oscilar entre 50 e 70 km/h em uma vasta área, podendo superar os 100 km/h em 7 de agosto no litoral sul de São Paulo, principalmente em pontos mais expostos.
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César Soares, meteorologista da Climatempo, alerta que “com essa intensidade dos ventos prevista, há possibilidade de estragos semelhantes aos registrados na semana passada nas áreas atingidas pelas rajadas mais fortes”.
A cidade de São Paulo terá sol entre nuvens pela manhã, seguido por pancadas de chuva de moderada a forte intensidade no período da tarde e da noite.
A temperatura máxima na capital paulista deve se aproximar dos 28°C. Além da chuva, são esperadas trovoadas e rajadas que podem derrubar galhos e causar falta de energia.
No Rio de Janeiro, o dia começará quente e com poucas nuvens, mas a chuva deve aumentar ao longo da tarde. O centro-sul do estado, a Costa Verde e a Região Serrana devem apresentar as condições mais críticas entre a noite de 6 de agosto e 7 de agosto.
Nessas regiões, os ventos também podem ultrapassar os 100 km/h, principalmente em altitudes elevadas, trechos litorâneos e áreas costeiras.
O Espírito Santo também pode ser afetado pelos ventos, embora a chuva seja mais fraca e isolada. O litoral capixaba terá mais nuvens, com chance de garoa ou pancadas rápidas. As rajadas devem se fortalecer, principalmente em 7 de agosto.
Previsão detalhada dos ventos fortes por região
- Na costa e em partes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os ventos podem exceder 60 km/h entre 6 e 9 de agosto. Próximo às tempestades, rajadas mais fortes e súbitas podem ocorrer.
- No Rio Grande do Sul, as rajadas podem passar de 91 km/h no sul e leste do estado em 6 de agosto.
- A 7 de agosto, o Sudeste concentra o maior risco de ventania. A frente fria avança por São Paulo e se aproxima do Rio de Janeiro, e o contraste entre massas de ar quente e frio intensificará a velocidade dos ventos.
- Na cidade de São Paulo, as rajadas podem chegar a 80 km/h. No sul da Região Metropolitana, há chance de valores acima de 90 km/h.
- O litoral paulista, a Serra do Mar, o Vale do Ribeira, a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e áreas das regiões de Campinas e Sorocaba podem registrar rajadas entre 90 e 110 km/h.
- Em outras localidades de São Paulo, incluindo partes das regiões de Presidente Prudente, Bauru, Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto, os ventos devem variar, em geral, entre 60 e 90 km/h.
- Na cidade do Rio de Janeiro, as rajadas podem atingir 70 km/h. A Costa Verde, o sul fluminense e a Região Serrana podem registrar ventos entre 70 e 90 km/h.
- Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata podem ter rajadas entre 70 e 80 km/h. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no Centro-Oeste, no Triângulo Mineiro e no Vale do Rio Doce, os ventos podem variar entre 50 e 70 km/h.
Na Região Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul será o estado mais impactado. A chuva começará perto da divisa com o Paraná e se espalhará pelas áreas sul, sudoeste e sudeste sul-mato-grossense.
Há risco de temporais, granizo e ventos entre 50 e 70 km/h, com rajadas próximas de 90 km/h no extremo sul do estado.
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Campo Grande pode ter períodos de sol e tempo abafado, mas as condições para chuva e vento se acentuam com a aproximação da frente fria. A máxima na cidade deve ficar perto dos 31°C. As tempestades devem continuar no centro-sul do estado em 7 de agosto.
Partes de Mato Grosso e de Goiás também podem registrar rajadas de vento, mas a chuva deve ser mais isolada. Na maior parte desses dois estados e no Distrito Federal, o tempo permanecerá seco, quente e com umidade muito baixa.
Cuiabá pode atingir 37°C, com sol intenso e poucas nuvens. Em Brasília, a mínima deve ficar próxima dos 16°C. Durante a tarde, a umidade relativa do ar pode cair para níveis entre 12% e 20% em áreas de Mato Grosso, Goiás e do Distrito Federal.
A chegada da frente fria também resultará em queda das temperaturas. A mudança será mais perceptível no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná a partir de 7 de agosto.
Em algumas cidades, a temperatura mais baixa do dia pode ser registrada durante a noite, e não no início da manhã, devido à rápida entrada de ar frio.
No Nordeste, o ciclone não deve causar os mesmos temporais esperados para o Sul e o Sudeste. A chuva se concentrará principalmente na faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, com maior probabilidade no litoral da Paraíba e de Pernambuco.
Pode chover também entre Porto Seguro e Salvador, na Bahia. No interior nordestino, haverá predomínio de sol, calor e baixa umidade, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba.
Salvador e Maceió devem ter mínimas próximas dos 21°C. Teresina pode alcançar 36°C.
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O vento também pode se intensificar no litoral, com rajadas entre 40 e 50 km/h em alguns pontos.
Na Região Norte, as pancadas mais fortes são esperadas no oeste e norte do Amazonas, em Roraima, no Amapá e em algumas áreas do Pará. A chuva será irregular e intercalada com períodos de sol e calor.
Manaus pode ter pancadas com trovoadas, principalmente durante a tarde. Palmas deve ter temperaturas entre 21°C e 36°C, com tempo seco e pouca chance de chuva.
Tocantins, sul do Pará e partes do Amazonas e de Rondônia também podem registrar umidade abaixo dos 30%.
A previsão é que o ciclone se afaste progressivamente da costa durante o fim de semana. Mesmo assim, os ventos ainda podem permanecer fortes em áreas do Sul e do litoral do Sudeste.
A entrada do ar frio manterá as temperaturas mais baixas nos três estados do Sul e em parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

