Acusado de emboscada motivada por desavença comercial, réu teve pedidos de liberdade negados pela Justiça de Caldas Novas
A investigação ganhou contornos definitivos quando o síndico confessou o assassinato e indicou o local onde havia escondido o corpo de Daiane (Divulgação: PCGO / Redes Sociais)
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de matar e ocultar o corpo da corretora Daiane Alves, passou nesta quarta-feira (6/5) pela primeira fase da audiência de instrução, onde a Justiça decidirá se ele será levado a júri popular. Durante a sessão, que durou mais de cinco horas em Caldas Novas, 13 testemunhas foram ouvidas, todas arroladas pela acusação. O rito processual, que busca confirmar os indícios de autoria e materialidade do crime, terá continuidade em julho, quando a magistrada deverá proferir a sentença de pronúncia sobre o julgamento do réu.
Cléber confessou o crime no último 28 de janeiro, antes de levar a polícia a uma zona de mata às margens da GO-213, onde ocultou o corpo da corretora. Daiane Alves foi considerada desaparecida por 40 dias, em um caso que comoveu Goiás e ganhou repercussão nacional.
Júri popular
Em razão da alta complexidade do caso, a sessão de instrução e julgamento começou por volta das 13h30 e se estendeu até depois das 19h. Durante a tarde, a juíza responsável ouviu as testemunhas de acusação, que detalharam as circunstâncias que envolveram o desaparecimento e a morte da corretora de imóveis.
O objetivo desta fase é o chamado “juízo de admissibilidade”. Ou seja, a magistrada não decide agora se o réu é culpado ou inocente, mas avalia se as provas apresentadas pelo Ministério Público são sólidas o suficiente para que ele seja julgado pelo Tribunal do Júri, formado por sete cidadãos comuns.

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Continuação em julho
Embora a primeira etapa tenha sido concluída, o desfecho do rito terá ainda uma segunda etapa da audiência de instrução já foi agendada para o mês de julho, ainda sem data específica divulgada. Nesta nova fase, deverão ser concluídas as oitivas restantes e o interrogatório do réu.
Cléber Rosa de Oliveira responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Caso a juíza decida pela “pronúncia”, ele será oficialmente encaminhado ao banco dos réus para enfrentar o veredito popular.

Emboscada e motivação do crime
O crime aconteceu em 17 de dezembro de 2025, quando Daiane desapareceu após descer ao subsolo do condomínio onde morava e trabalhava. Segundo as investigações, segundo o processo, a corretora foi atraída para uma emboscada, ao ter energia de seu apartamento cortada propositalmente para que ela fosse ao encontro do agressor.
A motivação, conforme o inquérito policial, foi uma desavença profissional. Daiane havia assumido a gestão de diversos apartamentos que antes eram administrados pelo síndico, o que gerou uma disputa comercial no setor imobiliário local. Ela foi assassinada com disparos de uma pistola calibre .380.

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Caso Daiane
A investigação avançou após o síndico confessar o crime e indicar o local onde havia ocultado os restos mortais, em uma área de mata. Outro ponto crucial para a perícia técnica foi a localização do celular da vítima, encontrado dentro da caixa de esgoto do condomínio — uma tentativa de destruir evidências digitais. No entanto, vídeos recuperados do aparelho registraram o momento do ataque, servindo como prova material contundente contra o acusado.

Na época do crime, o filho do síndico, Maicon Douglas, também chegou a ser detido sob suspeita de envolvimento, mas foi solto pouco tempo depois por falta de indícios que justificassem a manutenção da prisão. Atualmente, Cléber permanece em prisão preventiva, uma vez que a Justiça de Caldas Novas rejeitou os pedidos de liberdade da defesa, citando a gravidade da conduta.
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