A Anvisa proibiu o hidratante facial Skin Face Clareador Noite em todo o território nacional. A medida vale para todos os lotes do produto e inclui proibição imediata de fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.
Consumidores que possuem o item em casa devem interromper o uso. Órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais vão fiscalizar o cumprimento da norma e apreender os estoques encontrados. A agência adotou a ação de forma preventiva.
Produto não tem registro sanitário
O creme não possui registro junto à Anvisa. A empresa responsável pela fabricação também opera sem autorização de funcionamento. Essas duas falhas configuram irregularidades sanitárias graves. Sem o registro, não existe garantia sobre a composição, qualidade ou segurança do produto para a pele.
Cosméticos com promessas de clareamento precisam passar por avaliação rigorosa antes de chegar ao mercado. O Skin Face Clareador Noite não cumpriu esse requisito. A ausência de controle pode expor usuários a substâncias desconhecidas ou em concentrações inadequadas.
- Todos os lotes do Skin Face – Hidratante Facial Clareador Noite estão proibidos
- Fabricação e distribuição suspensas em território nacional
- Propaganda do produto também vetada
- Apreensão imediata de estoques em lojas e distribuidoras
- Consumidores devem descartar o item e evitar o uso
Decisão publicada no Diário Oficial
A Resolução RE nº 1822, de 30 de abril de 2026, detalha a proibição. O texto entrou em vigor na data da publicação. A agência reforçou que a medida protege a saúde pública ao impedir a circulação de um cosmético irregular.
Vigilância sanitária local vai atuar na retirada dos produtos. Farmácias, lojas de cosméticos e sites de venda devem retirar o hidratante das prateleiras e estoques. Quem encontrar o item à venda pode denunciar aos órgãos competentes.
Riscos à saúde dos consumidores
Produtos clareadores muitas vezes contêm ativos potentes. Sem testes de segurança, o risco de irritação, alergia ou danos mais graves aumenta. A Anvisa orienta que qualquer pessoa que usou o creme observe reações na pele e procure orientação médica se necessário.
O mercado de dermocosméticos cresce no Brasil. Muitos consumidores buscam opções para uniformizar o tom da pele. Casos como este lembram a importância de verificar sempre o registro na Anvisa antes da compra.
Fiscalização e próximos passos
Estados e municípios vão reforçar as ações de campo. Equipes podem realizar visitas em estabelecimentos comerciais. A meta é retirar completamente o produto do circuito de vendas.
A Anvisa mantém canais abertos para denúncias. Consumidores e profissionais do setor podem reportar irregularidades por meio do portal oficial da agência. A medida vale desde a publicação e não tem prazo de revisão anunciado.


