Alimentos sobem 1,34% em abril e puxam inflação a 0,67%, diz IBGE

Redação
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Alimentos sobem 1,34% em abril e puxam inflação a 0,67%, diz IBGE

Foto: Supermercados, carrinho de compras, alimentos – Minerva Studio/ Istockphoto.com

A inflação de abril ficou em 0,67%, uma desaceleração frente aos 0,88% registrados em março. O grupo de alimentos e bebidas foi o principal responsável pela pressão nos preços, contribuindo com 0,29 ponto percentual do índice, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado nesta terça-feira (12).

Apesar da alta de 1,34% nos alimentos durante o mês, o ritmo de aumento desacelerou em relação a março, quando havia sido registrado 1,56%. Cenoura, leite longa vida, cebola e tomate lideraram as altas, enquanto café moído e frango apresentaram quedas significativas.

Produtos que mais encareceram no varejo

Cenoura disparou 26,63% em relação a março, liderando as altas do mês. Logo atrás vieram morango com 17,35%, pimentão com 14,1% e melancia com 13,77%.

O leite longa vida subiu 13,66%, enquanto cebola avançou 11,76%. Melão registrou elevação de 10,38% e repolho, 10,32%. Pepino foi a 8,11%, com peixe-anchova atingindo 7,15%.

  • Cenoura: 26,63%
  • Morango: 17,35%
  • Pimentão: 14,1%
  • Melancia: 13,77%
  • Leite longa vida: 13,66%
  • Cebola: 11,76%
  • Melão: 10,38%
  • Repolho: 10,32%
  • Pepino: 8,11%
  • Peixe-anchova: 7,15%

Frutas como açaí em emulsão tiveram alta de 6,95%, enquanto peixe-serra subiu 6,93%. Peito de frango avançou 6,89% e peixe-cavala, 6,88%. Coentro foi a 6,78%, batata-inglesa a 6,57%, manga a 6,3% e tomate a 6,13%.

Mercado, compras, alimentos, preços
Mercado, compras, alimentos, preços – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Quedas expressivas em café e frango

Café moído recuou 2,30% em relação a março, enquanto frango em pedaços caiu 2,14%. A queda dos preços desses produtos foi impulsionada por fatores como expectativa de colheita maior de café no Brasil ao longo do ano.

Laranja-lima foi a maior queda entre alimentos com redução de 7,96%. Banana-maçã cedeu 7,85% e abobrinha, 7,36%. Inhame recuou 6,53%, peixe-aruanã caiu 6,22% e maracujá, 5,36%.

Peixe-filhote teve queda de 3,72%, leite de coco de 3,57% e abacate de 3,56%. Maçã recuou 3,25%, enquanto peixe-cação cedeu 2,35%. Mamão caiu 2,24%, doce de frutas em pasta de 2,06% e banana-d’água de 2,01%.

Carne de porco recuou 1,93%, peixe-pintado de 1,85%, peixe-sardinha de 1,79% e mandioca (aipim) de 1,62%.

Alimentação dentro e fora de casa

A inflação dos alimentos consumidos em casa subiu 1,64% e foi determinante para o índice geral de abril. Refeição fora de casa registrou alta menor de 0,59%, com lanches passando de 0,89% em março para 0,71% em abril, enquanto refeição variou de 0,49% para 0,54% no mesmo intervalo.

Pressão de saúde acompanha alimentos

Saúde e cuidados pessoais respondeu por 0,16 ponto percentual de impacto, com alta geral de 1,16% no mês. Alimentação e bebidas junto com saúde concentraram aproximadamente 67% da inflação de abril, deixando claro o padrão de comportamento dos preços.

Os outros grupos apresentaram resultados mais contidos. Habitação subiu 0,63%, artigos de residência 0,65%, vestuário 0,52%, despesas pessoais 0,35% e comunicação 0,57%. Transportes e educação ficaram em 0,06% cada.

Desaceleração em perspectiva anual

Na comparação com os últimos 12 meses, houve aceleração da inflação. O índice passou de 4,14% até março para 4,39% em abril. No mesmo período do ano anterior, o IPCA havia registrado variação mensal de 0,43%.

A inflação segue dentro do intervalo de tolerância definido pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde 2025, a meta é contínua, acompanhada mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Perspectivas para café neste ano

Economistas apontam tendência de desaceleração para o preço do café ao longo de 2026, diante da expectativa de colheita maior no Brasil. O aumento da produção deve aliviar os preços, embora especialistas considerem improvável o retorno do produto ao patamar de seis anos atrás.

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