Agropecuária cresce mais de 20% e coloca economia de Goiás acima da média nacional

Redação
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Agropecuária cresce mais de 20% e coloca economia de Goiás acima da média nacional

Relatório de contas do governador aponta desempenho acima da média, avanço da indústria e excesso de arrecadação

Imagem mostra trabalhador durante colheita

Assembleia Legislativa fará análise das contas do governo nas próximas semanas (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande)

Felipe Cardoso

A economia de Goiás registrou crescimento de 3,8% em 2025, resultado superior ao desempenho nacional, que ficou em 2,3% no mesmo período. O principal combustível para expansão dos indicadores foi a agropecuária, que avançou 20,4% no ano passado. Os dados estão no relatório de contas do governador encaminhado à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

O desempenho do campo foi puxado, sobretudo, pela lavoura temporária. As produções de milho e soja apresentaram altas expressivas, de 22,4% e 19,7%, respectivamente, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Dos 16 principais itens da produção agrícola goiana, apenas três tiveram variação negativa, todas inferiores a 5%: banana (-4,4%), batata-inglesa (-4,2%) e laranja (-3,1%).

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Último do ano

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou recuo de 8,6% na agropecuária goiana, enquanto o Brasil como um todo registrou crescimento de 12,1% no nesse período. De acordo com o relatório, o desempenho negativo em Goiás foi impactado pelo aumento dos custos intermediários nas lavouras cujas colheitas ocorrem no início do ano seguinte.

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Dos 16 principais itens da produção agrícola goiana, apenas três tiveram variação negativa (Foto: Arquivo/ABr)

Quarto consecutivo

Goiás também registrou crescimento no setor industrial. O valor estimado, segundo os relatórios enviados à Alego, é de 2,2% em 2025. O resultado consolida o quarto ano consecutivo de expansão. Pelos documentos, todas as atividades do setor avançaram no período.

Os maiores destaques foram a fabricação de máquinas e equipamentos (25,8%), a confecção de artigos de vestuário e acessórios (14,5%) e a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%). A fabricação de produtos alimentícios, atividade com maior participação no Valor Adicionado Bruto (VAB) da indústria de transformação, também cresceu 3,1%.

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No quarto trimestre, a indústria goiana apresentou alta de 3% na comparação com o mesmo período de 2024, impulsionada pela indústria de transformação (5,4%) e pela construção civil (0,6%). No cenário nacional, o avanço foi de 0,6%. Segundo o relatório, o setor mantém trajetória de crescimento contínuo. Vale lembrar que a última taxa negativa em Goiás foi registrada no segundo trimestre de 2023.

Excesso

Os relatórios também apontam que, em 2025, o Estado registrou excesso de arrecadação superior a R$ 790 milhões, resultado da diferença entre a receita realizada, de R$ 49,649 bilhões, e a despesa de R$ 48,858 bilhões.

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Nova secretária de Economia apresentou alguns dos indicadores aos deputados em prestação de contas na Alego (Foto: Will Rosa/Alego)

A nota técnica destaca que o valor, embora positivo, foi 326,73% menor que o excesso registrado em 2024, quando o Estado alcançou R$ 3 bilhões extra. “Esse excesso, embora positivo, foi 326,73% menor que o verificado em 2024”, informa otexto.

Ainda conforme o documento, a desaceleração no excesso de arrecadação é explicada pelo ritmo de crescimento mais moderado das receitas em 2025, em comparação com o comportamento atípico observado no ano anterior.

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“Apesar da desaceleração do excesso de arrecadação, o resultado de 2025 demonstra consistência na capacidade arrecadatória do Estado, preservando tendência positiva da série histórica e garantindo lastro financeiro suficiente para suportar a execução das despesas previstas na LOA”, afirma a nota do governo.,

Agora, o relatório de contas deverá passar pelo crivo dos deputados. A análise do relatório deve começar na próxima semana. Pelo regimento interno do Legislativo, a matéria começa a tramitar pela Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, primeira instância do Legislativo responsável pela apreciação do documento.

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