Sal – Foto: Serhii Ivashchuk/ shutterstock
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, na segunda-feira (20), a comercialização de 13 lotes de sal do Himalaia da marca Kinino, devido ao baixo teor de iodo, essencial para a saúde. A medida, publicada no Diário Oficial da União, também proibiu a venda e o consumo do Chá do Milagre, que apresentava irregularidades como composição desconhecida e propagandas com alegações terapêuticas não permitidas. Além disso, o azeite Ouro Negro foi banido por problemas de origem e legalidade. As ações visam proteger a saúde pública.
A suspensão dos lotes de sal partiu de um recolhimento voluntário da fabricante H.L. do Brasil, que identificou a não conformidade com os padrões de iodação exigidos. A Anvisa destacou a importância do iodo para prevenir doenças como o bócio.
- Lotes suspensos: MAR 257 1 a MAR 257 13, com validade até março de 2027.
- Motivo: Baixo teor de iodo, abaixo dos padrões legais.
- Riscos à saúde: Deficiência de iodo pode causar problemas na tireoide e no desenvolvimento fetal.
Problemas com o Chá do Milagre
O Chá do Milagre, também chamado de Pó do Milagre, foi proibido por falta de registro e informações sobre sua composição. A Anvisa identificou anúncios nas redes sociais que atribuíam ao produto benefícios como emagrecimento e tratamento de ansiedade, práticas não permitidas para alimentos.
A agência reforçou que chás e alimentos não podem ser comercializados com promessas terapêuticas. A proibição abrange todos os lotes do produto.
Irregularidades no azeite Ouro Negro
O azeite Extra Virgem Ouro Negro teve sua comercialização vetada devido à origem desconhecida. O produto, importado por uma empresa com CNPJ suspenso, foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura.
A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes disponíveis no mercado. A medida busca evitar riscos ao consumidor, já que a procedência do azeite não foi comprovada.
Impacto na saúde pública
O iodo é um mineral essencial para o funcionamento da tireoide e a prevenção de doenças. A falta do nutriente pode causar bócio, problemas no desenvolvimento fetal e outras complicações. A Anvisa orienta consumidores a verificarem os lotes de sal antes do uso.
A agência também alertou sobre os riscos de produtos com alegações terapêuticas sem comprovação científica, como o Chá do Milagre. A fiscalização continua para garantir a segurança alimentar.
Fiscalização e medidas preventivas
A Anvisa intensificou a fiscalização de alimentos e suplementos com irregularidades. Produtos sem registro ou com propagandas enganosas estão na mira da agência.
Os consumidores devem denunciar irregularidades pelo canal oficial da Anvisa. A agência recomenda atenção aos rótulos e à procedência dos produtos.
Ações da indústria alimentícia
A H.L. do Brasil, responsável pelo sal Kinino, informou que está colaborando com a Anvisa para corrigir as falhas. A empresa já iniciou o recolhimento dos lotes afetados.
A proibição de produtos como o azeite Ouro Negro reforça a necessidade de compliance na importação e distribuição de alimentos.
Recomendações aos consumidores
A Anvisa orienta que consumidores evitem adquirir produtos de origem duvidosa ou com promessas milagrosas.
- Verifique o registro do produto no site da Anvisa.
- Desconfie de alegações terapêuticas em alimentos e chás.
- Consulte os lotes suspensos antes de consumir sal do Himalaia.
A agência reitera que a segurança alimentar depende da colaboração entre fabricantes, distribuidores e consumidores.

