Coliesa McMillian, participante de Quilos Mortais – Foto: Reprodução/ Record TV
Coliesa McMillian, participante da oitava temporada do reality Quilos Mortais, faleceu aos 41 anos em 22 de setembro de 2020, em Port Allen, Louisiana, Estados Unidos. A morte ocorreu meses após complicações de uma cirurgia bariátrica, realizada para tratar obesidade extrema. Pesando 292 quilos durante as gravações, ela buscava melhorar a saúde para cuidar de suas quatro filhas, sob orientação do cirurgião Younan Nowzaradan, conhecido como Dr. Now. O caso, exibido pela TLC e reprisado pela Record TV, reacendeu debates sobre os riscos de intervenções em casos graves.
A trajetória de Coliesa no programa mostrou uma luta marcada por traumas e desafios médicos. Um infarto aos 39 anos, sem possibilidade de cirurgia cardíaca devido ao peso, motivou a busca pelo emagrecimento. Com mobilidade limitada, ela dependia de familiares para tarefas básicas. O reality documentou a perda inicial de 66 quilos, mas complicações pós-cirúrgicas levaram ao desfecho fatal.
- Infarto prévio impossibilitou intervenções cardíacas.
- Peso inicial de 292 quilos limitava mobilidade.
- Cirurgia bariátrica foi precedida por dieta de 1.200 calorias.
- Complicações incluíram hemorragia e sepse.
Traumas de infância e compulsão alimentar
Coliesa relatou uma infância difícil em Louisiana, marcada pela morte precoce da mãe e por um pai alcoólatra. Esses eventos contribuíram para a compulsão alimentar, agravada pelo luto do noivo, morto em um acidente de carro.
Os traumas resultaram em padrões de consumo que a levaram à obesidade mórbida, com riscos cardiovasculares crescentes. No programa, ela descreveu o corpo como um “relógio prestes a explodir”, refletindo a gravidade de sua condição.
Desafios da cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica, realizada em Houston, Texas, visava reduzir o estômago para limitar a ingestão de alimentos. Coliesa seguiu uma dieta rigorosa e perdeu peso suficiente para a aprovação do procedimento.
O pós-operatório, porém, trouxe complicações graves, como ruptura de sutura interna e hemorragia. Internações sucessivas marcaram os meses seguintes, com infecções evoluindo para sepse.
Médicos tentaram estabilizá-la com cirurgias de emergência e coma induzido. Apesar dos esforços, o peso remanescente de 226 quilos dificultou a recuperação.
Cuidados paliativos e esclarecimentos
Nos últimos dias, Coliesa recebeu cuidados paliativos, conhecidos nos EUA como “hospice care”, focados em conforto e alívio de sintomas. O termo gerou confusão entre fãs brasileiros, que associaram a hospícios psiquiátricos.
O serviço envolveu suporte de enfermagem e aconselhamento familiar, priorizando a qualidade de vida. Familiares confirmaram que a transição para esses cuidados ocorreu após esgotarem opções hospitalares.
A família evitou detalhes públicos, mas a sobrinha Blair Shelton, enfermeira, acompanhou o quadro. Atualizações em redes sociais indicaram paralisia parcial e falhas renais antes do falecimento.
Legado familiar e impacto do reality
Coliesa deixou quatro filhas, agora sob cuidados de parentes. Sete irmãs e seis irmãos organizaram o funeral em Plaquemine, Louisiana. A TLC retirou o episódio do catálogo online, respeitando a privacidade da família.
O caso destaca que até 10% dos pacientes de bariátrica enfrentam complicações graves, como infecções. A reprise na Record TV renovou discussões sobre os riscos da obesidade extrema e os limites de intervenções cirúrgicas.
Repercussão e memória
A morte de Coliesa gerou comoção entre espectadores do reality. Fãs nas redes sociais destacaram sua determinação em mudar de vida pelas filhas, apesar dos desafios.
A família optou por silêncio após o luto, evitando novas declarações. O caso reforça a necessidade de acompanhamento médico rigoroso em cirurgias de alto risco.

