Recuo de Faedo amplia pressão do PT por Adriana na disputa ao governo de Goiás

Redação
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Recuo de Faedo amplia pressão do PT por Adriana na disputa ao governo de Goiás

Cresce no PT avaliação de que intervenção de Lula pode ser decisiva. Partido tem reunião marcada para esta sexta-feira

Adriana Accorsi e Faedo dividem indicaões ao governo de Goiás pelo PT

Adriana Accorsi e Faedo dividem indicaões ao governo de Goiás pelo PT (Foto: redes sociais)

Felipe Cardoso

Apesar das alternativas colocadas à mesa, a tendência é de que a direção nacional do PT intensifique a pressão para que a deputada federal Adriana Accorsi assuma a candidatura ao governo de Goiás nas eleições deste ano. A leitura ganhou força após a desistência do produtor rural e empresário Flávio Faedo, que recusou o convite e comunicou sua decisão ao partido na última quinta-feira (4/6). Segundo ele, a decisão foi tomada após dias de reflexão com a família.

A expectativa, agora, é que Adriana apresente novas sugestões e caminhos durante reunião prevista para esta sexta-feira (5/6). Entre os nomes cotados aparecem o do ex-deputado estadual Luís César Bueno e do advogado Valério Luiz Filho. Ainda assim, parte dos dirigentes avalia que nenhum deles conseguiria, no tempo que resta, reunir a mesma densidade eleitoral da parlamentar.

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Apoio a Lula em Goiás

Nos bastidores, o entendimento é que Lula deseja uma candidatura forte do PT em Goiás, não necessariamente com perspectiva de vitória, mas capaz de ampliar a representação política do seu projeto de reeleição no estado. Durante agenda em Goiás na última terça-feira (2/6), o presidente teria, inclusive, sinalizado a Adriana que a disputa no estado passa por seu nome. Com isso, a aposta é de que ele deve intervir nos próximos dias.

Imagem mostra presidente Lula com o cartaz
Lula diz que decisão dos EUA de taxar produtos brasileiros é baseada na mentira (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Peso estratégico

Lideranças da acreditam que a deputada é a única capaz de levar o partido a ultrapassar a marca dos 20% dos votos em 2026, patamar considerado estratégico e desejado pela direção da legenda. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem do Mais Goiás, o primeiro ponto levado em consideração é justamente a determinação de Lula em não abrir mão de uma chapa competitiva em território goiano.

O segundo fator está relacionado ao capital político da parlamentar. De acordo com a avaliação interna, Adriana possui reconhecimento junto ao eleitorado que vai além da base tradicional do PT, o que facilitaria a construção de uma candidatura mais robusta em comparação aos demais postulantes. “Tem gente que não vota no PT, mas vota na Adriana”, avaliou o petista.

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Já o terceiro elemento envolve a relação da deputada com o presidente. Integrantes do partido avaliam que, embora ela tenha reiterado o desejo de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, uma solicitação direta de Lula poderia mudar o cenário.

“Ela tem profundo respeito e carinho carinho pelo presidente. Aidna que ela não queria concorrer e deixe isso claro em todas as oportunidades que tem de falar sobre o assunto, se o presidente pedir, ela vai para a disputa. Se ele disser: ‘eu preciso de você’, ela será a candidata, pode anotar”, cravou o interlocutor.

Imagem mostra deputada federal Adriana Accorsi
Saída de Faedo pode levar Adriana ao páreo, avalia ala do PT (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Nos últimos meses, a federal se dedicou à construção de Faedo como alternativa à sua candidatura. A estratégia era apresentar à direção nacional um perfil capaz de dialogar com segmentos tradicionalmente resistentes ao PT, especialmente o agronegócio e o meio empresarial.

Ainda que parte do PT goiano apresentasse resistência, a avaliação do grupo de Adriana era que Faedo representava uma “oportunidade de ampliar o alcance eleitoral da legenda”. Agora, com a recusa do empresário, embora Adriana continue demonstrando preferência pela disputa à reeleição, cresce a percepção de que será cada vez mais difícil sustentsr o ‘plano A’.

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