Coronel Jairo, primeira testemunha a favor do ex-vereador, afirmou que relatos de ex-namoradas e de uma criança são “versões claramente induzidas”
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RESUMO
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GERADO EM: 31/05/2026 – 17:13
Coronel Jairo defende filho Jairinho em julgamento de Henry Borel
No julgamento do caso Henry Borel, o pai de Jairinho, coronel Jairo, criticou relatos de agressões feitos por ex-namoradas do filho e uma criança, chamando-os de “versões induzidas”. Ele descreveu os momentos no hospital com Henry e Monique, evidenciando apoio emocional. Jairinho e Monique estão sendo julgados pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021, sob acusações de homicídio qualificado e tortura.
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A 18ª testemunha a depor no julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o ex-vereador Jairinho, e Monique Medeiros, réus pela morte do menino Henry Borel, em março de 2021, foi o pai do acusado, Jairo Souza Santos. Conhecido como coronel Jairo, em referência à sua época como oficial da Polícia Militar, ele, que é a primeira testemunha a falar a favor do filho no júri, começou a ser interrogado às 15h40, após o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira, que durou mais de quatro horas e era um dos mais aguardados.
Ao ser questionado pela juíza Elizabeth Machado Louro, que preside a sessão, coronel Jairo afirmou que, ao chegar ao hospital Barra D’or após saber do que havia acontecido com Henry Borel naquela madrugada de 8 de março de 2021, viu Monique Medeiros “em estado de choque” e Jairinho e Leniel Borel, pai do menino, “com cara de aflitos”.
Ela estava sentada ao lado do neném. Eu a abracei e beijei. Ela chorou um pouco. Peguei a mãozinha do menino, levei minha mão ao coração e comecei a orar, pedindo a Deus que ele voltassse. Fiquei cerca de 40 minutos no local, me dedicando à oração e ao apoio à Monique. O óbito dele foi declarado naquele momento — narrou a testemunha.
A estratégia do pai de Jairinho foi descredibilizar a versão de duas ex-namoradas do réu e da filha de uma delas, que relataram episódios de agressões suspostamente praticadas pelo réu contra elas.
No quarto dia do júri, Kaylane Pereira, filha de uma ex-namorada de Jairinho e hoje maior de idade, disse que chegou a usar gesso ter sido agredida no braço por ele. Déborah Mello Saraiva, ex-namorada e mãe de Enzo, menino que também teria sofrido agressões quando tinha entre 2 e 3 anos, contou que o filho revelou anos depois que Jairinho teria colocado pano e papel em sua boca enquanto pisava em sua barriga. Outra ex-namorada a atribuir agressões ao réu foi Natasha de Oliveira Machado.
Minha indignação é que as histórias são ruins. São versões claramente induzidas. Se Jairinho tivesse pisado na barrigada da criança que contou isso, ela teria morrido — retrucou, acrescentando observações sobre a convivência do réu com Henry: — Toda hora Jairinho brincava e beijava a cabeça dele.
Este domingo marca o sétimo dia de julgamento. Inicialmente, 27 testemunhas deporiam no julgamento, mas o número caiu para 24 após a defesa da Monique dispensar três delas: Rosângela Medeiros da Silva e Costa, mãe da ré, Ana Paula Medeiros Pacheco, prima, e Glauciane Ribeiro Dantas.
A última testemunha arrolada pela defesa de Monique a depor foi a babá Thayná de Oliveira Ferreira. Em depoimento à juíza Elizabeth Machado Louro, antes de ser formalmente ouvida como testemunha, ela relatou episódios que considerou suspeitos envolvendo Jairinho e Henry e afirmou que, após a morte do menino, recebeu orientações para apagar mensagens e minimizar qualquer relato sobre a família.
Até o momento, já foram ouvidos o delegado Edson Henrique Damasceno; a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas; o psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro; a médica Maria Cristina de Souza Azevedo; Kaylane de Oliveira Duarte Pereira; Natasha de Oliveira Machado; Débora Mello Saraiva; a empregada Leila Rosângela de Souza Mattos; a cabeleireira Tereza Cristina dos Santos; a manicure Paloma dos Santos Meireles; o perito Luiz Carlos Leal Prestes; o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva; Leniel Borel de Almeida Júnior; o irmão de Monique, o engenheiro mecânico Bryan Medeiros da Costa e Silva; Ari Mamede, amigo de Monique; Márcia Eduarda Andrade Vieira, recepcionista da brinquedoteca do condomínio Majestic, onde os dois réus moraram; a babá Thayná de Oliveira Ferreira; e Jairo Souza Santos, pai de Jairinho.
A morte
A morte Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, com múltiplas lesões internas e em parada cardiorrespiratória. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Segundo a denúncia do Ministério Público, o menino foi submetido a agressões dentro do apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Zona Oeste do Rio.
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