Uma criança foi mordida por um tubarão na tarde deste domingo (31), na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O incidente aconteceu em uma área conhecida pelo histórico de ataques e que concentra o maior número de ocorrências envolvendo tubarões em Pernambuco. De acordo com os relatos, a vítima tem entre 10 e 12 anos.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a vítima é João Lucas Nemézio, morador da região. O ataque ocorreu por volta das 13h40, quando banhistas acionaram o Corpo de Bombeiros para prestar socorro ao menino.
Ele sofreu ferimentos no quadril e na mão esquerda. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que guarda-vidas realizam o resgate da criança e a transportam em uma maca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado.
O garoto foi encaminhado inicialmente para o Hospital da Aeronáutica, em Piedade, e posteriormente transferido para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.
O ataque ocorreu em frente ao Ecoparque Infantil da Praia de Piedade, na altura do número 25 da orla.
Até a publicação desta matéria, o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco informou que estava levantando mais informações sobre o caso para divulgação de uma nota oficial.
Testemunhas
Morador da região, o motorista Jaziel Gonçalves acompanhou o socorro e relatou que, mesmo após o ataque, alguns banhistas resistiram a deixar o mar. Segundo ele, equipes de segurança já circulavam pela área para orientar os frequentadores devido ao histórico de ocorrências no local.
Jaziel afirmou que os bombeiros chegaram rapidamente ao ponto do incidente e reforçou que os riscos de ataques de tubarão na região são amplamente conhecidos. Para ele, muitos banhistas ainda desrespeitam as sinalizações de perigo instaladas ao longo da praia, mesmo diante dos alertas constantes das autoridades.
Outra testemunha, que preferiu não se identificar, contou que presenciou os momentos seguintes ao ataque e viu quando a criança foi retirada da água.
“Quando a gente viu, já estavam puxando ele pelo braço. Eu corri para ajudar e minha filha ficou muito nervosa com a situação. Depois precisei levá-la para casa porque ela passou mal”, relatou.
Segundo a testemunha, o menino apresentava ferimentos visíveis e demonstrava sinais de fraqueza enquanto aguardava atendimento. “Ele ainda falava, mas parecia muito debilitado. O socorro chegou rápido”, afirmou.
Ela também informou que a vítima permaneceu deitada na areia enquanto recebia os primeiros cuidados até a chegada das equipes de emergência. “Quem tirou ele da água foram os próprios familiares e banhistas. Depois chegaram os bombeiros e uma médica que estava na praia para prestar atendimento”, disse.
Mais informações em instantes.


