Al Drago/Getty Images

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil reforçou, nesta quinta-feira (28/5), a decisão do governo do presidente Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, a representação diplomática norte-americana compartilhou declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmando que as facções brasileiras estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e representam ameaça para toda a região.
“O Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Seu alcance se estende por toda a nossa região e até o nosso país”, afirmou Rubio.
![]()

1 de 3
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Ricardo Stuckert/Presidência da República

2 de 3
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca
Divulgação/Flávio Bolsonaro

3 de 3
Marco Rubio
Kevin Dietsch/Getty Images
O chefe da diplomacia norte-americana declarou ainda que o governo Trump seguirá utilizando “todas as ferramentas disponíveis” para combater os grupos e bloquear recursos financeiros ligados ao narcotráfico internacional.
“Hoje, designei essas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar o acesso de narcoterroristas a financiamento e recursos”, completou.
PCC e CV como organizações terroristas
- Nesta quinta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que PCC e CV serão oficialmente incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês) a partir da próxima sexta-feira, 5 de junho.
- Segundo o governo norte-americano, as duas facções comandam redes ligadas ao tráfico internacional de drogas e armas, além de atuarem em ataques contra policiais, agentes públicos e civis.
- O comunicado também afirma que as atividades dos grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras e impactam diretamente a segurança dos Estados Unidos.
- A medida faz parte da estratégia da gestão Trump de endurecer ações contra organizações criminosas transnacionais e ampliar sanções financeiras e operacionais contra grupos ligados ao narcotráfico.
O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro revelar que pediu pessoalmente a Trump que classificasse facções brasileiras como organizações terroristas.
“Enquanto o Lula vai de joelhos, rastejando para implorar ao presidente americano Trump que não declare organizações criminosas como CV e PCC como terroristas, eu faço o contrário”, afirmou Flávio após a reunião.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia demonstrado preocupação com a possibilidade de os EUA enquadrarem facções brasileiras como grupos terroristas, avaliação que integrantes do governo consideram sensível por poder abrir margem para eventual atuação militar norte-americana em território brasileiro.
Leia também
Durante encontro com Trump no início de maio, Lula defendeu ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado e apresentou iniciativas brasileiras voltadas à segurança regional.
Apesar das divergências sobre a classificação das facções, Brasil e Estados Unidos já mantêm acordos de cooperação em segurança pública e inteligência, incluindo ações conjuntas de combate ao tráfico internacional de drogas e armas.


