A decisão saiu nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026. O produto apresentou nível de dióxido de enxofre acima do permitido na legislação sanitária. A agência publicou a medida no Diário Oficial da União. A ação abrange todo o território nacional.
O lote 13/25 do coco ralado tem validade até 17 de setembro de 2026. Uma análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal detectou 826 mg/kg da substância. O resultado superou os limites estabelecidos para o conservante. A fabricante é a Qualicoco Ltda.
Análise laboratorial apontou irregularidade no conservante
O dióxido de enxofre funciona como conservante em diversos alimentos. A legislação define quantidades máximas para garantir a segurança. No caso do lote analisado, o teor encontrado extrapolou esses parâmetros.
A Anvisa considerou o produto irregular por isso. A resolução determina não apenas o recolhimento, mas também a suspensão imediata da comercialização, distribuição, propaganda e uso. Fabricantes e distribuidores precisam interromper qualquer atividade relacionada a esse lote específico.
Consumidores que compraram o item devem evitar o consumo. A orientação oficial é devolver o produto ao local de compra ou buscar canais de atendimento da empresa para troca ou reembolso. A Qualicoco Ltda. também tem a responsabilidade de retirar as unidades restantes dos pontos de venda.
Medida entrou em vigor na data da publicação
A resolução da Anvisa vale desde a publicação no Diário Oficial. Isso acelera os procedimentos de retirada do mercado. Órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais acompanham a execução da medida em suas regiões.
- Lote afetado: 13/25
- Marca: Casa de Mãe
- Produto: Coco ralado
- Validade: 17 de setembro de 2026
- Fabricante: Qualicoco Ltda.
- Motivo: Excesso de dióxido de enxofre (826 mg/kg)
A lista acima resume os dados principais do alerta. Especialistas lembram que sulfitos podem causar reações em pessoas sensíveis. Asmáticos e indivíduos com intolerância a esses compostos formam o grupo de maior risco.
Riscos à saúde associados ao excesso de dióxido de enxofre
O dióxido de enxofre e seus derivados são permitidos em quantidades controladas. Quando ultrapassam os limites, o risco de efeitos adversos aumenta. Sintomas comuns incluem irritação respiratória, dor abdominal, náuseas e diarreia. Casos mais graves podem envolver crises asmáticas.
A exposição excessiva preocupa especialmente quem consome o produto com frequência. Crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias pré-existentes merecem atenção redobrada. A Anvisa reforça que o recolhimento preventivo evita problemas maiores.
Equipes de fiscalização vão verificar o cumprimento da determinação nas prateleiras de supermercados e distribuidoras. O descumprimento pode gerar multas e outras sanções administrativas. A agência mantém canais abertos para denúncias de consumidores que encontrarem o lote ainda à venda.
Fabricante foi contatada e deve recolher unidades do mercado
A Qualicoco Ltda. recebeu comunicação oficial sobre o caso. A empresa ainda não se manifestou publicamente até o fechamento desta reportagem. A expectativa é que ela inicie o recolhimento ativo das unidades distribuídas.
Distribuidores e varejistas precisam checar seus estoques imediatamente. O lote 13/25 deve ser isolado e devolvido ao fabricante. A Anvisa orienta que qualquer dúvida seja esclarecida diretamente com os canais oficiais de atendimento da agência ou dos órgãos estaduais de vigilância.
Histórico de ações semelhantes da agência
A Anvisa realiza monitoramento constante da qualidade de alimentos no país. Casos de recolhimento por aditivos em excesso ocorrem periodicamente. Essas ações fazem parte da rotina de proteção à saúde da população.
O dióxido de enxofre aparece com frequência em frutas secas, vinhos e produtos desidratados. No coco ralado, o uso visa prolongar a validade e preservar a cor. O limite legal varia conforme o tipo de alimento, mas sempre prioriza a segurança do consumidor.
Orientações finais para quem possui o produto em casa
Quem identificou o lote 13/25 em casa deve descartá-lo de forma segura. Evite o consumo mesmo que o aspecto pareça normal. O excesso da substância não altera necessariamente o sabor ou a aparência.
Procure o supermercado onde comprou para verificar a possibilidade de ressarcimento. A empresa fabricante também oferece canais de contato para registrar a devolução. Manter o registro da compra facilita o processo.
A vigilância sanitária recomenda que a população consulte sempre o site da Anvisa em casos de dúvida sobre produtos alimentícios. Alertas como este ajudam a prevenir riscos desnecessários no dia a dia.


