O Ministério da Fazenda alterou de 3,7% para 4,5% a estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2026, o mesmo percentual do teto da meta do Banco Central. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), por meio do Boletim Macrofiscal. Segundo a pasta, a previsão incorpora um impacto negativo de 0,3 ponto percentual das medidas para conter o preço dos combustíveis devido ao choque no barril de petróleo, em virtude do conflito no Oriente Médio.
Contudo, a projeção ainda não leva em conta a subvenção a produtores e importadores de gasolina anunciada pelo governo federal na semana passada, informou Rafael Leão, Subsecretário de Política Macroeconômica do Ministério da Fazenda. A projeção de 4,5% considera, ainda, uma bandeira tarifária de energia elétrica amarela em dezembro. Leão explicou que o choque do preço do brent foi o principal vetor que elevou a projeção do governo para o IPCA de 3,7% para 4,5%.
Para 2027, a expectativa de inflação também foi revisada para cima, em relação à projeção de março, passando de 3,0% para 3,5%, repercutindo a maior inércia de 2026, segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE). De 2028 a 2030, a projeção é de 3%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve ficar em 4,6% neste ano (projeção anterior de 3,8%) e em 3,6% em 2027 (projeção anterior de 3,1%). De 2028 a 2030, a estimativa é de 3%.
Por sua vez, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), deve fechar este ano em 4,9%, mesmo patamar anterior. Para 2027, a estimativa é de 4%, o mesmo do anterior. De 2028 a 2030, a estimativa é de 3,8%.
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