Com o 5º dia útil e foco no varejo de última hora, polo de moda de Goiânia espera bom resultado em relação ao ano passado
Café da manhã a brindes: lojistas da 44 intensificam ações para o Dia das Mães e estimam aumento nas vendas (Foto: Jucimar de Sousa)
Você já deve ter ouvido falar que estão entre as melhores datas para o comércio o Natal, a Black Friday e o Dia das Mães. Esta última acontece no próximo domingo (10) e os números têm empolgado empresárias da região da 44, em Goiânia. É o caso de Kelly Borges, proprietária da loja Nathalie Ferrier, que estima um avanço nas vendas em relação ao ano passado.
“Já tivemos um aumento de quase 20% e estamos esperando um aumento de pelo menos 30% em comparação ao ano passado”, revela. Segundo ela, as expectativas estão altas, principalmente para sexta e sábado. “Sabemos que as pessoas costumam deixar para a última hora, então pensamos em tudo para nosso cliente.” Kelly revela que, desde a última semana de abril, já começou a movimentação para a data com os atacadistas e vendas online.
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Inclusive, para o fim de semana, a estratégia é colocar peças promocionais e café da manhã para a clientela, além de mimos. É o mesmo que Patrícia Nascimento dos Santos, proprietária da loja Nobre Bella, tem feito. “Estamos com preparativos o mês inteiro, mas para a semana, todas as mães, clientes ou não, têm mimo. Só ir à loja retirar. São porta-joias, lenços da coleção e mais”, detalha.
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Mais conservadora nas previsões, ela acredita que as vendas devam aumentar de 5% a 10% em relação a 2025. “Mas a expectativa é muito positiva. Acreditamos em um movimento maior esse ano, principalmente porque o público tem buscado presentear mais e viver momentos especiais em família. Nossa loja é focada em moda modesta, moda cristã, então fizemos uma campanha toda voltada para essa data, que é a campanha Legado, uma herança que atravessa gerações”, explica.

Apesar de ainda ver um começo “mais cauteloso”, ela diz já perceber um aumento na procura em relação ao ano passado, “principalmente nos últimos dias”. “A movimentação começou nas primeiras semanas de abril, porque trabalhamos com o atendimento online. No presencial, costuma ficar mais intensa nesses últimos dez dias que antecedem o Dia das Mães. O mercado esse ano está mais instável e o consumidor mais cuidadoso, mas o Dia das Mães sempre movimenta bastante”, pontua.
Estimativa
A Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44) acredita que mais de 80 mil pessoas passem pelo polo confeccionista em Goiânia até o próximo sábado (9). Na ocasião, as lojas da região estarão abertas das 8h às 18h. “Temos aqui mais de 12 mil pontos de vendas, isso possibilita com que a 44 abrigue uma enormidade de lojistas que oferecem peças dos mais variados segmentos de moda, seja moda jeans, fitness, moda praia, vestidos de festa, moda casual, lingerie, calçados e acessórios (brincos, óculos, chapéus, colares)”, afirma Sérgio Naves, presidente da AER44.
Ainda segundo ele, “o filho ou filha que tiver disposição para andar um pouco mais, consegue encontrar uma faixa de preços bem extensa, que vai de acessórios a R$ 10, a peças mais elaboradas, como vestidos de festa para variados estilos de mamães”, explica Sérgio Naves. Em consonância com as empresárias, o presidente acredita que esta última semana deve atrair um bom fluxo de público para a Região da 44. Além do costume de deixar tudo para a última hora, muita gente só recebe no 5⁰ dia útil – e o feriado do Dia do Trabalho caiu na última sexta-feira (1º).

Levantamento
Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo indicam que o Dia das Mães segue como a segunda data mais importante para o comércio. Ou seja, atrás apenas do Natal. Em 2025, conforme o levantamento, a compra de presentes movimentou mais de R$ 14 bilhões na data. Houve um crescimento real em relação ao ano anterior.
A expectativa do setor para este ano é de avanço, mas moderado. Sérgio, por exemplo, acredita que o avanço será de até 3% no volume de vendas. “Registramos um bom movimento na semana passada e também nas duas primeiras semanas de abril, cujo fluxo de vendas ficou por conta basicamente dos compradores de atacado, que já montaram os seus estoques para a data. Essa procura maior registrada no começo de abril serve como um bom termômetro para estas próximas duas semanas que antecedem o Dia das Mães e que serão voltadas para receber os compradores de varejo.”


