Empresa nega irregularidade e alega risco à rede elétrica
Administração de condomínio em Goiânia questiona poda de árvores feita pela Equatorial (Foto enviada ao Mais Goiás)
A administração do condomínio La Vita Residence, no setor Santa Genoveva, em Goiânia, buscou o Mais Goiás para questionar a poda de árvores feita pela Equatorial Energia na área externa do empreendimento na última semana. Ao todo, foram 16 coqueiros podados pela empresa.
Representante da administração do condomínio, Vanessa Ferreira de Almeida, de 42 anos, disse em vídeo enviado ao portal que o serviço foi executado sem aviso prévio aos moradores e sem apresentação de autorização dos órgãos competentes. Segundo ela, laudo técnico elaborado pelo jardineiro do condomínio aponta que intervenção ocorreu de forma incorreta.
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Além disso, conforme o documento, a ação também pode comprometer a sobrevivência das plantas. Vanessa afirma, ainda, que os galhos e resíduos do serviço estão na calçada há sete dias, sem que a empresa tenha providenciado a limpeza da via pública. Assim como a preocupação com a retirada do material, a representante do condomínio também questiona quem arcará com os custos caso as árvores precisem ser substituídas em decorrência do procedimento.
“E nós não sabemos se podemos ter alguma penalidade devido à sujeira que ficou. Tememos que algum fiscal venha e nos questione. Os galhos não chegam a invadir a calçada, pois ficaram sobre a grama, no canteiro, mas não sabemos se vão voltar para recolher”, desabafa. Ainda segundo ela, um dos principais transtornos é a constante cobrança dos próprios moradores, que acreditam que a administração foi responsável pelos cortes. “Um número muito alto de reclamações.”

Por fim, Vanessa afirma que já ligou para a ouvidoria da concessionária, que pediu a ela para formalizar a reclamação pelo canal oficial.
Resposta da Equatorial
Em nota ao Mais Goiás, a Equatorial disse que executou o serviço em conformidade com as normas técnicas, ambientais e regulatórias vigentes, incluindo as diretrizes da Agência Nacional de Energia Elétrica e da legislação municipal aplicável. A empresa argumenta, ainda, que a legislação vigente proíbe o plantio e manutenção de espécies como palmeiras e coqueiros sob redes de distribuição de energia elétrica e que a medida ocorreu para prevenir acidentes, interrupções no fornecimento e danos à infraestrutura elétrica.
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Nota da Equatorial:
“A Equatorial Goiás informa que o serviço executado está em conformidade com as normas técnicas, ambientais e regulatórias vigentes, incluindo as diretrizes da Agência Nacional de Energia Elétrica e da legislação municipal aplicável.
A concessionária destaca que, de acordo com a Lei Complementar nº 374 de 24 de janeiro de 2024, é proibido o plantio e a manutenção de espécies como palmeiras e coqueiros sob redes de distribuição de energia elétrica. A medida visa prevenir acidentes, interrupções no fornecimento e danos à infraestrutura elétrica.
A distribuidora ainda esclarece que, nos termos da Constituição Federal, compete ao poder público municipal a gestão da vegetação em áreas urbanas, incluindo a poda e manutenção das árvores. No entanto, quando não há ação preventiva e a vegetação já está muito próxima ou em contato com a rede elétrica, para garantir a segurança da população e a continuidade do fornecimento de energia, a distribuidora executa o serviço chamado de livramento de rede, que consiste exclusivamente na retirada de galhos que oferecem risco ao pleno funcionamento da energia, tal prerrogativa é estabelecida na Resolução Normativa nº 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Por fim, a Equatorial Goiás reafirma que todas as ações realizadas seguem critérios técnicos rigorosos e têm como objetivo principal assegurar a confiabilidade do sistema elétrico e a segurança da população.“


