Claro que houve momentos desnecessários durante “Isso é InAcreditável”, como o excesso de zoom no rosto de Antonio para mostrar o suor escorrendo, ou cenas excessivamente artificiais, como a sequência em que o piloto é atacado por abelhas. Problemas como esses, porém, tendem a ser resolvidos com a evolução da IA ou com escolhas criativas que não evidenciem as limitações dessa tecnologia.
Embora parte do público tenha torcido o nariz para as imagens recriadas por IA, o que vimos em “Isso é InAcreditável” deve se tornar cada vez mais recorrente tanto na TV aberta quanto nas plataformas de streaming. A utilização de inteligência artificial tende a ficar cada vez mais presente nas produções. Reconstituições com atores para ilustrar histórias reais, um recurso muito usado em documentários, por exemplo, devem dar espaço para vídeos criados através da IA.
Se a estranheza inicial domina o debate, o tempo deve se encarregar de normalizar o uso dessas ferramentas. “Isso é InAcreditável” deixa um recado claro ao mercado e ao público. Quem rejeita imagens geradas por inteligência artificial hoje, amanhã provavelmente vai consumir produções inteiras concebidas sob essa mesma lógica. O “Domingão com Huck” apenas deu o primeiro passo na direção de onde todos os outros, inevitavelmente, também chegarão.
Opinião
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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