Estupro coletivo em SP: criança ficou desaparecida por dois dias e dormiu dentro de carro – NSC Total

Redação
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Estupro coletivo em SP: criança ficou desaparecida por dois dias e dormiu dentro de carro – NSC Total

Mãe de uma das vítimas revelou que criança está triste, confusa, com medo e evita falar sobre o caso do estupro coletivo registrado em abril deste ano

Estupro coletivo de criancas em SP familia soube de crime ao ver videos nas redes sociais Estupro coletivo em SP: criança ficou desaparecida por dois dias e dormiu dentro de carro - NSC Total

Crime envolve quatro adolescentes e um adulto

A mãe do menino de 10 anos, vítima de um estupro coletivo em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, relatou que o filho ficou desaparecido por dois dias e dormiu dentro de carro após ter sido vítima do abuso. O caso, registrado em abril deste ano, também envolveu outra criança de 7 anos. As informações são da Folha de S. Paulo.

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Segundo a mãe da criança, que não teve a identidade revelada, a família estranhou quando a criança não voltou para casa no dia do crime. Ele ficou desaparecido por dois dias após a violência, dormindo dentro de um carro abandonado numa pracinha do bairro. A polícia afirmou que a criança estava com medo após ameaças feitas pelos agressores.

— Só depois que fizemos um boletim de ocorrência de desaparecimento foi que descobrimos o paradeiro dele. Meu filho ficou escondido num carro abandonado, com medo que os criminosos fossem colocar fogo na nossa casa. Os acusados disseram que iam sumir com ele caso alguém descobrisse a verdade.

A mãe revelou que o menino está com medo, evita tocar no assunto, está triste e confuso.

— Ele só diz que ficou com medo dos criminosos fazerem maldades com a nossa família.

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Menino perdeu irmã pelo mesmo crime há 8 anos

A mãe da criança de 10 anos revelou, também em entrevista à Folha de S.Paulo, que uma irmã de 3 anos do menino foi abusada e morta no bairro junto a outra menina da mesma idade. Dois homens foram identificados e presos.

— Perdemos minha enteada para a violência sexual. Ela só tinha 3 anos quando foi brutalmente violentada. Nada trará ela de volta e já se passaram oito anos. Agora, acontece com o irmão dela. Meu filho teve sorte de estar vivo.

Bruno Matos, presidente do ICAN/SP (Instituto Cultural Atitude Nobre), contou que a região já foi palco, há dois anos, de uma investigação com autoridades internacionais em busca de criminosos sexuais e pedófilos.

Entenda o caso de estupro coletivo

A família de duas crianças de 7 e 10 anos, vítimas de um estupro coletivo na zona leste de São Paulo, soube do crime por meio de vídeos que circulavam nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos foram identificados, sendo quatro adolescentes e um maior de idade. Três já foram apreendidos e um homem, de 21 anos, foi preso nesta segunda-feira (4) na Bahia.

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O caso foi registrado no dia 21 de abril, contudo, só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens do abuso circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia.

De acordo com a Polícia Civil, os agressores conheciam as crianças e atraíram as vítimas com um convite para empinar pipa antes do crime.

— Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: “vamos soltar pipa, aqui tem uma linha” — disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.

Ainda conforme a delegada, as vítimas eram pressionadas para não procurar a polícia.

— As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa.

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A delegada afirmou ainda que a irmã que fez a denúncia não morava mais com a mãe das vítimas e identificou o irmão ao ver o vídeo nas redes sociais.

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