Câmeras de segurança foram fundamentais para a elucidação do caso; mulher foi sentenciada por denunciação caluniosa
Justiça condena mulher de 62 anos que forjou acidente no Centro de Aparecida (Foto: Pixabay)
Uma mulher de 62 anos foi condenada por denunciação caluniosa após uma série de contradições em um suposto acidente no Centro de Aparecida de Goiânia. Além de vídeos que mostram a simulação do impacto, a conduta da mulher no Instituto Médico Legal (IML) — onde se negou a retirar um curativo para avaliação — levantou suspeitas da polícia. O tribunal fixou a pena em dois anos de reclusão em regime aberto, acompanhada de multa, por considerar que ela tentou enganar o sistema judiciário.
O episódio ocorreu em fevereiro de 2024 e ganhou novos contornos com o cruzamento de depoimentos e provas técnicas. As imagens de monitoramento capturaram o momento em que a pedestre, ao notar a aproximação de um veículo em baixa velocidade, caminha em direção à lateral do carro e bate propositalmente na lataria antes de cair no asfalto.
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Na ocasião, o condutor negou a colisão, relatando que a mulher pareceu se desequilibrar ao tentar se apoiar no automóvel. Mesmo assim, ela manteve a versão de que havia sido atropelada e ingressou com uma ação de danos morais contra o motorista.
A resistência injustificada ao trabalho dos médicos legistas no IML, somada à análise minuciosa dos vídeos, levou o magistrado a concluir que o evento foi forjado para obter lucro indevido. Por ser ré primária, ela cumprirá a pena em liberdade, mas deverá pagar 10 dias-multa, fixados em R$ 470.
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