Goiano que começou a malhar para fortalecer cotovelo vira campeão de fisculturismo

Redação
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Goiano que começou a malhar para fortalecer cotovelo vira campeão de fisculturismo

Natural de Itaberaí, o atleta Lucas Amaral Corrêa, de 37 anos, venceu a categoria Bodybuilder Open Super Pesado (acima de 102 kg) no Arnold Classic South America, realizado entre os dias 24 e 26 de abril, em São Paulo. O resultado marca um novo capítulo na trajetória do fisiculturista, que já soma 11 anos no fisiculturismo competitivo e 25 anos de prática na musculação.

O goiano, que atualmente mora em Barra do Garças (MT), superou 24 concorrentes na disputa. A preparação durou cerca de quatro meses, de dezembro de 2025, após o Muscle Contest Nacional, até abril. Esse período faz parte de um ciclo maior, de dois anos seguidos competindo sem pausas.

Ao longo da carreira, conquistou títulos estaduais, um vice-campeonato brasileiro e, mais recentemente, venceu o Classic Contest Goiânia nas categorias peso pesado e overall.

Na categoria bodybuilder, os critérios de avaliação são:

  • Condicionamento: Nível de definição muscular, com baixo percentual de gordura e divisão visível dos músculos.
  • Muscularidade: Tamanho e volume do físico.
  • Simetria: Equilíbrio entre todos os grupos musculares, sem desproporções.

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Lucas Amaral Corrêa (Foto: reprodução)

Início nas competições

A conquista veio após um período de incertezas, em que ele chegou a cogitar encerrar a carreira. Já a decisão de voltar aconteceu após retomar a preparação com o treinador Batista IFBB Pro, que, segundo o atleta, teve papel importante na reorganização dos treinos e na recuperação da confiança para competir.

A relação com a musculação começou ainda na adolescência, aos 14 anos, por recomendação médica. Após sofrer sucessivas luxações no cotovelo direito, Lucas foi orientado a iniciar um trabalho de fortalecimento muscular para evitar cirurgia. O que começou como necessidade clínica evoluiu para um interesse genuíno pelo esporte.

“Com o tempo, treinando, eu tive uma grande evolução e comecei a perceber um potencial genético para a musculação. A partir daí, fui me envolvendo cada vez mais com o treino”, explicou ao Mais Goiás.

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(Foto: reprodução)

Antes de estrear em competições, Lucas já acumulava mais de dez anos de treino. A primeira participação em campeonatos ocorreu em 2014, aos 26 anos.

“Sempre treinei no estilo bodybuilder, principalmente dentro de uma linha mais old school. Também fiz muito trabalho de power bodybuilding, uma mescla entre powerlifting e fisiculturismo, com treinos baseados em exercícios fundamentais como agachamento, levantamento terra e supino reto, todos com barra”, conta.

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Acidente e fratura nas pernas

Nesse intervalo, precisou passar por um longo processo de recuperação após sofrer um acidente de bicicleta, em 2012, quando foi atropelado por um caminhão e sofreu fraturas nas duas pernas. “Durante a recuperação, eu ganhei peso, então entrei com treino e dieta. E deu tão certo que, além de me recuperar, eu ganhei um físico muito expressivo, como nunca tinha alcançado antes. Foi então que resolvi competir pela primeira vez.”

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A rotina do atleta inclui treinos intensos, sessões de cardio, prática de poses e controle rigoroso da alimentação. Segundo o atleta, competir exige investimento constante em suplementação, estrutura de treino e custos com viagens e hospedagem.

Mesmo com os resultados recentes, Lucas afirma que segue focado em ajustes técnicos, como o controle abdominal, resistência nas poses e aprimoramento de detalhes físicos. A partir de agosto, ele pretende disputar um Pro Qualifier, etapa que pode garantir acesso ao fisiculturismo profissional.

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Evolução do atleta (Foto: reprodução)

O atleta também destaca a importância dos feedbacks que recebe ao longo da carreira. Segundo Lucas, a musculação e o fisiculturismo começaram como uma forma de superação pessoal e, com o tempo, se consolidaram como profissão e esporte. Atualmente, um dos principais desafios é corrigir pontos específicos do físico, como a diástase e a protusão abdominal, além de aprimorar o controle dessas questões durante as apresentações no palco.

Na última competição, os árbitros apontaram a necessidade de evoluir o controle abdominal, com foco em técnicas como bracing e vácuo, além de melhorar a resistência nas poses e o detalhamento da parte superior das costas. Para ele, esse retorno faz parte do processo de evolução dentro do fisiculturismo.

“O palco mostra o resultado, mas a verdadeira evolução acontece muito antes: no treino, na dieta, na disciplina, nas renúncias e na decisão de buscar sempre uma versão melhor de mim mesmo”, afirma.

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