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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) solicita urgência na adoção do horário de verão em 2025 para mitigar riscos de déficits energéticos no Brasil, agravados pela seca prolongada. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta para a possibilidade de falhas no fornecimento entre 2026 e 2027, com reservatórios de usinas hidrelétricas sob pressão. A medida, segundo a entidade, pode reduzir a demanda em até 2 gigawatts nos horários de pico. Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, critica a demora do governo em decidir.
A seca, considerada a pior em décadas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, afeta bacias como Paraná e São Francisco, com 20% de redução nos volumes de água. O adiamento da decisão compromete setores econômicos dependentes de energia. A Abrasel destaca que o horário de verão é uma solução de baixo custo.
- Redução projetada de 2,9% na demanda máxima durante picos noturnos.
- Alívio na “rampa da carga” entre 18h e 19h, com menor uso de termelétricas.
- Benefício econômico para bares e restaurantes com aumento de até 15% no faturamento.
- Estímulo ao turismo e comércio de rua com luz natural prolongada.
Benefícios econômicos do horário de verão
O horário de verão, que vigorou por 34 anos no Brasil, impulsionava setores como bares, restaurantes e varejo. Dados históricos mostram aumento de 3% a 5% nas vendas do comércio durante sua vigência.
A medida também favorecia o turismo, com maior público em eventos ao ar livre. Pequenos negócios relatavam até 15% de alta no movimento mensal.
Pressão climática e reservatórios
A seca prolongada reduz a capacidade de geração hidrelétrica, com reservatórios em níveis estáveis, mas vulneráveis. O ONS projeta 30% de chance de déficits de potência até 2027. Bacias como Tocantins enfrentam quedas significativas, impactando agricultura e energia.
A crise hídrica se intensifica no Sudeste e Centro-Oeste, com agravamento em áreas como sul de São Paulo. A Abrasel defende ações preventivas para evitar colapsos no sistema.
O Monitor da Seca aponta piora em regiões como norte do Paraná. Modelos climáticos antigos subestimam os impactos, aumentando riscos.
Posição do governo
O Ministério de Minas e Energia analisa o retorno do horário de verão, mas descarta implementação imediata. O ministro Alexandre Silveira afirma que a medida exige justificativa técnica, como sobrecarga no pico. Reservatórios atendem a demanda até 2026, segundo o governo.
A Abrasel contesta, argumentando que a indefinição prejudica o planejamento. A entidade vê a medida como essencial para a COP30, alinhando sustentabilidade e economia.
Impactos no setor de serviços
Bares e restaurantes projetam alta de 10% a 15% no faturamento com o horário de verão. A luz natural extra incentiva a socialização urbana e o comércio de rua.
Lojas no Sudeste antecipam 4% de aumento nas vendas. A medida também otimiza turnos e estoques em estabelecimentos noturnos.
A segurança percebida nas ruas cresce com a luminosidade, atraindo mais clientes. Eventos ao ar livre, como feiras gastronômicas, ganham adesão.
Alternativas energéticas
O governo avalia leilões de potência para reforçar a rede elétrica. O horário de verão surge como solução imediata, reduzindo emissões de termelétricas em 15%.
A integração com fontes renováveis, como solar e eólica, é limitada à noite. A Abrasel defende a medida como ponte para uma transição energética sustentável.
Urgência para 2025
Solmucci alerta que o prazo para implementar o horário de verão em 2025 está se esgotando. A medida aliviaria a pressão sobre o Sistema Interligado Nacional sem grandes investimentos.

