Operação aconteceu na terça-feira e resultou em revista de todas as celas e presos da CPP e da Penitenciária Odenir Guimarães
Operação nos dois maiores presídios de Goiás foi desencadeada após descoberta de articulação de motim (Foto: Reprodução)
A provável articulação de um motim, segundo a Polícia Penal, foi o que motivou a megaoperação que na terça-feira (21/4) revistou todas as celas e presos da Casa de Prisão Provisória (CPP), e da Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (POG), que ficam no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. As duas unidades, que são as maiores do estado, abrigam atualmente quase cinco mil detentos.
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Tropas especializadas da PP entraram nos dois presídios, de forma simultânea ainda na madrugada. Depois que os presos foram enfileirados, e colocados nos pátios, todas as celas foram revistadas. Ao final, ilícito, como drogas, ou celulares, foi encontrado.
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Em um vídeo, gravado pela Polícia Penal, um dos agentes que participava da operação questiona se os detentos querem mudar de vida, ocasião em que todos respondem de forma positivamente. Em seguida, ele afirma que nenhum tipo de deslize ou má conduta será tolerado dentro do sistema prisional de Goiás.

“A operação foi desencadeada depois que nosso serviço de inteligência detectou que alguns detentos, faccionados, estariam tramando alguma atividade dentro das cadeias, talvez uma rebelião, ou um motim. Diante disso nós entramos com todo nosso efetivo, e mostramos, mais uma vez, que quem manda nas cadeias públicas de Goiás hoje não são mais os presos, mas o estado”, descreveu o Diretor Geral da Polícia Penal, Josimar Pires Nicolau do Nascimento.
Apesar de nada irregular ter sido encontrado durante a revista, 18 presos, apontados como líderes de facções criminosas, e que estariam tramando o motim, foram transferidos para outros presídios, de segurança máxima.
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