Juliana foi criada pela mãe, mas descobriu ainda na adolescência que tinha pai e irmãos vivos
Juliana Bento ao lado do pai (Foto: arquivo enviado ao Mais Goiás)
A corretora de imóveis Juliana Bento viveu um reencontro marcado por emoção e surpresa ao conhecer o pai biológico após 42 anos, durante o velório do próprio irmão, realizado na segunda-feira (16), em Aparecida de Goiânia. Criada pela mãe, ela descobriu ainda na adolescência que tinha um genitor vivo e irmãos, mas nunca havia tido contato direto com ele.
Após o sepultamento, pai e filha combinaram de se reencontrar. Segundo Juliana, ele prometeu esclarecer os motivos que o impediram de procurá-la ao longo dos anos, apesar de sempre ter conhecimento de sua existência. “Ontem ele me ligou, comprou alguns presentes e quer me reencontrar para entregá-los”, contou.
Ao Mais Goiás, a corretora contou que o único irmão que chegou a conhecer foi Renato, que faleceu vítima de uma infecção generalizada. Segundo ela, os dois tiveram um breve contato ainda na infância, já que ele era amigo de uma prima, mas perderam o vínculo após ele se mudar para outra cidade. Há cerca de cinco anos, eles se reencontraram pelas redes sociais e passaram a conversar por telefone. “Eu sempre comentava a respeito do pai dele. Ele me dizia que ia pegar o contato do pai e me passar, mas nunca o fez”, relembra.
Ao longo dos anos, Juliana tentou localizar o pai em diferentes momentos da vida, sem sucesso. A primeira tentativa ocorreu ainda na adolescência, depois por volta dos 30 anos e, mais recentemente, no ano passado. Em nenhuma das ocasiões conseguiu encontrá-lo.
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“Este é seu pai”
O reencontro inesperado aconteceu após ela receber a notícia da morte de Renato. Com o desejo de finalmente conhecer o pai, decidiu comparecer ao velório. No local, passou a perguntar aos presentes quem era o pai biológico do irmão, até que um familiar fez a apresentação: “Essa é sua filha, este é seu pai”.
Segundo Juliana, a reação inicial foi de questionamento. Ela perguntou por que ele nunca havia procurado conhecê-la. O homem afirmou que tentou encontrá-la ao longo dos anos e que chegou a pedir o contato dela ao próprio Renato, mas não teria obtido retorno. Ele também relatou que, recentemente, chegou a orar pedindo a oportunidade de reencontrar a filha.
Abalada com a situação e diante de versões diferentes sobre o passado, Juliana disse ter ficado emocionada e confusa. Os dois iniciaram uma conversa ainda no velório, mas o momento foi interrompido pela movimentação de pessoas curiosas com o encontro.
À filha, o homem afirmou ainda que, há cerca de um mês, se ajoelhou para orar e pediu a Deus a oportunidade de reencontrá-la. Juliana diz ter ficado “confusa e sem saber no que acreditar”. “Meus olhos se encheram de lágrimas, fiquei trêmula, mas me contive”, detalhou.
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