Emboscada contra facção rival termina com 6 condenados em Porangatu

Redação
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Emboscada contra facção rival termina com 6 condenados em Porangatu

Grupo planejou emboscada com uso de arma de fogo e utilizou adolescente para atrair vítima. Penas chegam a mais de 15 anos de prisão

Cinco dos seis condenados foram presos durante operação na zona rural de Porangatu

Cinco dos seis condenados foram presos durante operação na zona rural de Porangatu (Foto: divulgação/PM)

Seis homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Porangatu, na região Norte de Goiás, por organizarem uma emboscada para tentar matar um integrante de uma facção criminosa rival. As penas, que ultrapassam os 15 anos de reclusão, serão cumpridas majoritariamente em regime fechado. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), o crime foi planejado e executado de forma organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.

De acordo com as investigações, o grupo faz parte de uma organização criminosa conhecida como Amigos do Estado (ADE), que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A vítima, segundo o processo, seria associada a uma facção rival, o que motivou o ataque. Os envolvidos teriam utilizado um grupo em um aplicativo de mensagens para desencadear a execução.

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Vítima conseguiu fugir

Para atrair a vítima, os acusados usaram um adolescente, que marcou um encontro sob o pretexto de quitar uma dívida relacionada à compra de um celular. Quando o homem chegou ao local combinado, foi surpreendido por disparos de arma de fogo.

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Segundo o processo, o ataque foi feito com uma pistola calibre .40, considerada de uso restrito. Os tiros foram efetuados por um dos condenados, identificado como Fabrício Barbosa Carvalho. Mesmo com lesões no flanco e no antebraço, incluindo uma fratura, o homem conseguiu fugir.

Facções rivais

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese de que o crime foi motivado por disputa entre grupos criminosos e executado por meio de emboscada e dissimulação.

Desse modo, Fabrício Barbosa Carvalho, Paulo Henrique Rodrigues do Nascimento, Victor Gabriel Lino da Silva, Tiago Alves de Aviz e Jânio Gabriel do Carmo da Silva Moura foram condenados. Os crimes atrelados foram tentativa de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor.

Penas atribuídas

Fabrício recebeu a maior condenação, de 15 anos e 8 meses. Victor foi condenado a 15 anos e 2 meses; Paulo, a 14 anos e 8 meses; Tiago, a 14 anos e 6 meses; e Jânio, a 14 anos. Todos devem iniciar o cumprimento em regime fechado.

Outro réu, Thiago Panta Teles, foi condenado por organização criminosa e posse irregular de arma de fogo com numeração raspada. Ele recebeu pena de 7 anos de prisão, em regime semiaberto, e poderá recorrer em liberdade.

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