Pedreiro preso por morte de colegas em Caldas Novas pode ser serial killer

Redação
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Pedreiro preso por morte de colegas em Caldas Novas pode ser serial killer

Alessandro Belo Rosa, de 47 anos, cumpre pena por um homicídio, além de ser investigado por outros três crimes

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Prisões ajudam polícia a esclarecer desaparecimentos e levam polícia a localizar dois corpos em Caldas Novas (Foto: divulgação/Polícia Civil)

Pedro Moura

A Polícia Civil (PC) trabalha com a hipótese de que o servente de pedreiro Alessandro Belo Rosa, de 47 anos, seja um serial killer (assassino em série, em português). Ele foi preso na última terça-feira (27), em Caldas Novas, como suspeito de matar os colegas de trabalho Amarildo Rodrigues Moreira e Raimundo Tote de Morais – esse último com a ajuda de um adolescente, de 16 anos. 

A investigação apontou que Raimundo desapareceu no dia 10 de janeiro e seu corpo foi encontrado no dia 29, enterrado em uma região de mata de Caldas Novas. Já Amarildo desapareceu no dia 22 de janeiro e foi encontrado no dia 28, enterrado no quintal da casa de Alessandro.

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Além dos crimes investigados, Alessandro cumpre pena pelo homicídio da ex-namorada em 2024. Ao menos mais um desaparecimento é atribuído ao possível matador em série, de acordo com o delegado Alex Miller, responsável pela investigação. 

“Foram identificados dois homicídios esse ano e um em 2014 contra a ex companheira, com o mesmo modus operandi. Ele ficou preso por muito tempo nesse lapso e há suspeita de que ele tenha matado um homem também em 2014, mas o corpo ainda não foi localizado”, explica o investigador.

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Prisão em Caldas Novas

Alessandro foi preso após descumprir o uso de tornozeleira eletrônica – monitoramento realizado devido ao homicídio praticado contra a ex-companheira. Durante a abordagem, os policiais apreenderam o celular do investigado e encontraram imagens que mostravam Alessandro e o adolescente com as mãos sujas de sangue, registradas logo após o desaparecimento de Amarildo.

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O material reforçou as suspeitas de que os dois desaparecimentos estavam ligados a crimes violentos. No dia seguinte, após novas diligências, a PC localizou o corpo de Amarildo enterrado no quintal da casa onde Alessandro morava. 

Marreta e bloco de cimento

O local foi indicado pelo adolescente envolvido no caso. Segundo a investigação, Amarildo foi morto dentro do imóvel, na noite de 22 de janeiro, após ser atingido na cabeça com golpes de marreta. Depois do crime, o corpo foi enterrado no próprio terreno para ocultar o homicídio.

Já na quinta-feira, 29, os investigadores localizaram o corpo de Raimundo em uma área de mata, a cerca de um quilômetro do local onde a vítima trabalhava. O ponto também foi indicado pelo adolescente.

Conforme a corporação, Raimundo foi assassinado com golpes de bloco de cimento na cabeça e, em seguida, estrangulado com um cabo de aço. Após o crime, os suspeitos teriam roubado o celular e uma quantia em dinheiro da vítima. O corpo foi transportado sobre uma escada e abandonado na mata.

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