Lula vai à Bahia nesta sexta (23/1) em meio a impasse entre aliados

Redação
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Lula vai à Bahia nesta sexta (23/1) em meio a impasse entre aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Salvador (BA), nesta sexta-feira (23/1), em um momento de indefinição sobre a chapa que vai disputar as eleições majoritárias na Bahia.

Na capital, o petista participará do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), onde anunciará um pacote de medidas para a reforma agrária.

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Antes do evento na capital baiana, o titular do Planalto faz uma parada em Maceió (AL) para a celebração da marca de duas milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida.


Agenda na Bahia

  • O presidente Lula retorna à Bahia nesta sexta-feira (23/1), para fazer anúncios sobre o programa de reforma agrária.
  • De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, a expectativa é que o petista divulgue um “grande pacote de desapropriações“, com a entrega de novas áreas destinadas à reforma agrária no país.
  • O anúncio ocorrerá durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, que começou na segunda-feira (19/1). A última edição do evento aconteceu em 2009.
  • Agora, o movimento retomou as atividades neste ano para discutir a conjuntura política nacional e internacional e debater os rumos da reforma agrária.

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Metrópoles

Presidente Lula acompanhado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues

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Presidente Lula acompanhado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues

Ricardo Stuckert / PR

Presidente levou a pauta da taxação dos super-ricos para as ruas de Salvador

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Presidente levou a pauta da taxação dos super-ricos para as ruas de Salvador

Ricardo Stuckert / PR

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT)

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O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Ministro da Casa Civil Rui Costa

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Ministro da Casa Civil Rui Costa

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Jerônimo Rodrigues, Sidônio Palmeira, Rui Costa e Jaques Wagner

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Jerônimo Rodrigues, Sidônio Palmeira, Rui Costa e Jaques Wagner

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

Jerônimo Rodrigues com Jaques Wagner

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Jerônimo Rodrigues com Jaques Wagner

Reprodução

Rui Costa e Lula

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Rui Costa e Lula

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Cenários

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), também deve acompanhar o evento. O titular do Executivo local pretende disputar a reeleição em outubro, mas enfrenta percalços. De acordo com pesquisas recentes, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) lidera a corrida para o governo baiano.

O levantamento Real Time Big Data de novembro aponta que o político do União tem 44% das intenções de voto, contra 35% do atual governador. O mesmo instituto, em outubro, indicava um empate técnico, com ACM numericamente à frente.

Diante do quadro, ventilou-se a possibilidade de o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumir a disputa para o governo. Ele, no entanto, nega a intenção e reafirma o desejo de concorrer a uma vaga no Senado.

Na disputa à Casa Alta, o cenário também é incerto. O Partido dos Trabalhadores defende uma chapa “puro-sangue”, formada por Jerônimo, Rui, e o líder do governo Jaques Wagner (PT-BA), completando a segunda vaga ao Senado. No entanto, a composição deixaria de fora o senador Angelo Coronel (PSD-BA), do campo governista, que também busca a reeleição.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Milena Teixeira, o PT propôs um arranjo para que Coronel entre na chapa como suplente de Wagner. Dessa forma, ele assumiria o mandato no Senado, caso o atual líder do governo fosse designado para outro cargo em um eventual quarto mandato de Lula. Coronel, porém, resiste a retirar a candidatura.

Pesquisas de opinião apontam que o chefe da Casa Civil é favorito a uma das vagas no estado. Nesse cenário, Jaques e Coronel disputariam voto a voto a segunda cadeira.

Neste ano, o Senado renovará 54 das 81 cadeiras, ou seja, dois terços das vagas. Com isso, a candidatura de governistas é vista como estratégica para fortalecer o apoio ao presidente Lula em um eventual quarto mandato.

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