Ator Vladimir Simonov, do Teatro Vakhtangov, morre aos 68 anos em Moscou e deixa legado de mais de 150 filmes

Redação
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Ator Vladimir Simonov, do Teatro Vakhtangov, morre aos 68 anos em Moscou e deixa legado de mais de 150 filmes
Ator Vladimir Simonov - Фото: Артем Геодакян/ТАСС

Ator Vladimir Simonov – Фото: Артем Геодакян/ТАСС: Ator Vladimir Simonov, do Teatro Vakhtangov, morre aos 68 anos em Moscou e deixa legado de mais de 150 filmes

O Teatro Vakhtangov, em Moscou, confirmou a morte do ator Vladimir Simonov aos 68 anos. O artista, People’s Artist da Federação Russa, faleceu na capital russa neste sábado (9). A notícia foi divulgada pelo canal oficial da instituição, onde ele atuava desde 1980.

Simonov construiu uma carreira de quatro décadas no teatro e cinema. Sua trajetória inclui mais de 150 produções cinematográficas e papéis memoráveis em espetáculos clássicos.

A instituição expressou lamento pela perda de um de seus principais nomes. O ator integrou a companhia por grande parte de sua vida profissional.

  • Principais filmes: ‘Dormitório para Solteiros’ (1983), comédia sobre jovens em busca de moradia.
  • ‘Fronteira: Romance da Taiga’ (2000), drama histórico na fronteira soviética.
  • ‘Janelas de Moscou’ (1995), retrato urbano da capital russa.

Início da carreira no palco moscovita

Vladimir Simonov ingressou no Teatro Vakhtangov após formar-se na Escola de Teatro Boris Shchukin em 1980. Ele interpretou papéis secundários inicialmente, ganhando destaque em produções de autores russos clássicos.

Em 1983, transferiu-se para o Teatro de Arte de Moscou, onde permaneceu por seis anos. Ali, trabalhou em adaptações de peças de Anton Chekhov e outros dramaturgos do século XIX.

O retorno ao Vakhtangov ocorreu em 1989, consolidando sua posição como ator principal. Ele dividiu cena com nomes como Mikhail Ulyanov e Vasily Lanovoy em espetáculos de longa temporada.

Durante os anos 1990, Simonov expandiu colaborações para o Teatro Et Cetera e Teatro das Nações. Essas experiências enriqueceram sua técnica em encenações contemporâneas.

Destaques na filmografia extensa

A estreia no cinema veio nos anos 1980 com papéis em filmes soviéticos de drama social. ‘Dormitório para Solteiros’ marcou sua ascensão, exibido em festivais internacionais.

‘Filhos de Arbat’, minissérie de 2004 baseada no romance de Anatoly Rybakov, apresentou Simonov como figura histórica da era stalinista. A produção alcançou audiência de milhões na televisão russa.

Em ‘Andersen: Vida sem Amor’ (2006), ele encarnou um personagem complexo em biografia fictícia do escritor dinamarquês. O filme recebeu prêmios em mostras europeias.

Outros trabalhos incluem ‘Casamento’ (2004), comédia romântica, e ‘Chernobyl’ (2020), série sobre o desastre nuclear. Sua versatilidade abrangeu gêneros de ação a biografias.

Colaborações teatrais marcantes

Simonov atuou ao lado de atores renomados no Vakhtangov, como Yulia Borisova em peças de Gorky. Essas parcerias duraram décadas e influenciaram novas gerações de intérpretes.

Entre 1987 e 1989, ele integrou o Studio Theater Domino, sob direção de Vladimir Mirzoev. As montagens experimentais exploraram temas pós-soviéticos.

No Teatro Stanislavsky, Simonov protagonizou adaptações de Dostoiévski, como ‘O Idiota’. Sua interpretação de personagens atormentados ganhou elogios da crítica moscovita.

Em 2007, estreou como Peredonov em ‘Demônio Menor’, baseado em Fiódor Sologub. A peça permaneceu em cartaz por anos, atraindo plateias fiéis.

Reconhecimentos e prêmios recebidos

O título de People’s Artist da Rússia veio em 2001, honraria máxima para artistas teatrais. Simonov recebeu o prêmio por contribuições ao patrimônio cultural nacional.

Ele acumulou indicações em festivais como o Kinotavr, por papéis em ‘Fronteira: Romance da Taiga’. O filme venceu categoria de melhor direção.

No teatro, prêmios do governo russo destacaram sua dedicação a espetáculos clássicos. Em 2010, ganhou menção especial por montagem de ‘A Tempestade’.

Sua filmografia totaliza 150 títulos, com participações em séries como ‘Kamenskaya’ e ‘Parada dos Mortos’. Esses trabalhos consolidaram sua presença na mídia russa.

O Teatro Vakhtangov planeja tributo em próxima temporada. Simonov deixa esposa e filhos, com carreira que influenciou o teatro contemporâneo.

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