Destruição no parana – Internet
Um tornado atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, na tarde desta sexta-feira, 7 de novembro de 2025, por volta das 17h30. O fenômeno climático provocou a destruição de cerca de 80% das construções na área urbana, com ventos superiores a 100 km/h derrubando postes, destelhando casas e revirando veículos. O prefeito Sezar Augusto Bovino confirmou três mortes, incluindo dois idosos, e dezenas de feridos atendidos em hospitais vizinhos.
🚨 ATENÇÃO – Cenas de destruição no Paraná. Segundo as primeiras informações, o vendaval destruiu várias residências nas cidades de Candói, Rio Bonito do Iguaçu e Porto Barreiro.👇 pic.twitter.com/AIVQiQlbaQ
— André Aranda (@Andre17121979) November 8, 2025
Equipes da Defesa Civil do Paraná atuam no local para resgates e avaliação de danos. O governador Ratinho Jr. declarou estado de mobilização total, com alertas vermelhos emitidos para seis municípios. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) registraram rajadas acima de 70 km/h e acumulados de chuva superiores a 36 mm na região.
A passagem do tornado ocorreu em meio a um ciclone extratropical que avança pelo Sul do país, gerando instabilidades severas. Moradores relataram granizo e chuvas intensas, que complicam as operações de socorro. O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, contatou o prefeito para oferecer suporte federal imediato.
Avaliação inicial dos danos
Autoridades locais estimam que mais de 60% das residências sofreram impactos diretos, com um supermercado desabado e pessoas presas sob escombros.
Postes de energia caíram em várias ruas, deixando milhares sem luz desde o fim da tarde.
A Copel reportou 3,5 mil desligamentos só em Rio Bonito do Iguaçu, parte de um total de 60 mil unidades afetadas no estado.
Veículos foram arrastados por centenas de metros, e árvores bloqueiam acessos principais à cidade.
Formação do fenômeno climático
O tornado se formou sob condições de alta instabilidade, com contraste entre ar quente e uma massa fria vinda do sul.
A MetSul Meteorologia identificou a linha de instabilidade originada no noroeste gaúcho, que avançou para o Paraná gerando tempestades severas.
Rajadas de vento atingiram picos de 95 km/h, conforme radares do Simepar, favorecendo a rotação de ar em coluna.
Especialistas classificam o evento como de microescala, com duração de minutos, mas impactos concentrados na zona urbana.
O ciclone extratropical, aprofundando-se no oceano, prolongará os riscos de ventania entre 40 e 60 km/h na faixa leste do estado até domingo.
Medidas de resgate e atendimento
Médicos de municípios vizinhos, como Laranjeiras do Sul, formam mutirões para tratar feridos com traumas cranianos e fraturas.
Hospitais regionais registram superlotação, com prioridade para idosos e crianças afetadas.
Equipes de enfermeiros percorrem bairros em busca de vítimas isoladas, usando geradores para iluminação noturna.
A prefeitura ativou abrigos temporários em prédios intactos, distribuindo água e alimentos básicos.
- Mais de 30 residências destelhadas demandam lonas de proteção imediata;
- Bombeiros voluntários auxiliam na remoção de detritos, priorizando rotas de ambulâncias;
- Doações via PIX oficial serão abertas no sábado para reconstrução de lares.
Alertas prévios e monitoramento
Na quinta-feira, a Defesa Civil emitiu comunicado sobre riscos de tempestades com chuvas acima de 50 mm e granizo pontual.
O Simepar previu rajadas intensas e descargas elétricas, baseadas em modelos de formação de ciclones.
Satélites detectaram a aproximação da instabilidade desde o início da semana, com alertas para o sudoeste paranaense.
População recebeu notificações via aplicativos e redes sociais, orientando abrigo em áreas internas de edifícios.
Forças de segurança posicionaram viaturas em pontos estratégicos antes do pico do evento.
Ações de apoio estadual
O governo do Paraná mobilizou a Guarda Civil e o Corpo de Bombeiros para reforço em resgates noturnos.
Secretarias de saúde enviaram suprimentos médicos extras para Laranjeiras do Sul, centro de triagem regional.
Engenheiros avaliam estruturas públicas danificadas, como escolas e posto de saúde, para liberação segura.
A Copel prioriza restauração de energia em hospitais, com equipes trabalhando 24 horas.
O governador manifestou solidariedade em comunicado oficial, prometendo recursos para recuperação rápida.
Extensão dos impactos regionais
Áreas rurais próximas registraram quedas de árvores sobre lavouras, afetando colheitas de soja na safra final.
Estradas secundárias sofreram erosão por chuvas contínuas, isolando fazendas isoladas.
Produtores relatam perdas em silos e equipamentos agrícolas, com avaliações técnicas em andamento.
O fenômeno se conecta a eventos em Santa Catarina, onde ventos fortes danificaram 30 residências em Dionísio Cerqueira.
Previsões indicam continuidade de instabilidades no Paraná até o fim de semana, com foco em drenagem urbana.

