Gabriel Foster/Metrópoles

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), elevou, nesta segunda-feira (25/5), o tom contra aliados do campo da direita, ao afirmar que políticos que se aproximam de pessoas investigadas, como o banqueiro e ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, passam um “mau indício” ao eleitorado.
Zema afirmou que foi o pré-candidato que mais criticou integrantes da política e do Judiciário que mantiveram relação com Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
“Sou o pré-candidato que mais criticou todos que se aproximaram do banqueiro bandido. Aproximou de bandido é mau indício”, declarou.
Críticas de Zema a Flávio
A alfinetada do mineiro ocorre em meio ao rompimento político entre Zema e o senador Flávio Bolsonaro (PL), após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o parlamentar e Vorcaro.
No início de maio, o portal Intercept Brasil revelou conversas em que Flávio Bolsonaro teria pedido recursos milionários ao empresário para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após a repercussão do caso, Zema afirmou ter ficado “muito decepcionado” e passou a endurecer as críticas contra a aproximação de figuras da direita com o banqueiro investigado por suspeitas de fraudes financeiras.
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Pré-candidato à presidência, Romeu Zema
Reprodução/Amcham

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Romeu Zema e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Instagram@flaviobolsonaro

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Romeu Zema
Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
O ex-governador também disse que a crise pode prejudicar o campo conservador na eleição presidencial de 2026. Segundo ele, pesquisas recentes apontam queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após o escândalo, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém estabilidade.
“Quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula”, afirmou.
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Apesar do desgaste com o senador do PL, Zema declarou que pretende apoiar qualquer candidato de direita que enfrente o PT em um eventual segundo turno.
O ex-governador também voltou a atacar o partido de Lula e afirmou que o PT estaria “morto” politicamente em Minas Gerais após sua gestão no estado.


