Zelensky pressiona Trump por mísseis Tomahawk em reunião crucial na Casa Branca nesta sexta

Redação
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Zelensky pressiona Trump por mísseis Tomahawk em reunião crucial na Casa Branca nesta sexta
Volodymyr Zelensky -

Volodymyr Zelensky – Foto: instagram

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se reúne nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, com o líder americano Donald Trump na Casa Branca, em Washington, para discutir o fornecimento de armamentos avançados. O foco principal recai sobre os mísseis de cruzeiro Tomahawk, solicitados por Kiev para ampliar o alcance de ataques contra posições russas. A conversa ocorre em meio a intensos bombardeios russos contra infraestruturas energéticas ucranianas e negociações diplomáticas recentes entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin.

Zelensky chegou aos Estados Unidos na quinta-feira e já se encontrou com executivos da Raytheon, fabricante dos Tomahawk, para avaliar opções de produção conjunta. Trump, que conversou por telefone com Putin na véspera, expressou otimismo sobre um possível fim da guerra, mas sinalizou reservas quanto ao envio dos mísseis, citando a necessidade de preservar estoques americanos.

Especificações técnicas dos Tomahawk

Os mísseis Tomahawk representam uma evolução em armamentos de precisão, desenvolvidos pela Raytheon desde os anos 1970. Eles medem cerca de 6,1 metros de comprimento e pesam aproximadamente 1.510 kg, com um custo unitário estimado em US$ 1,3 milhão.

Esses projéteis subsônicos viajam a velocidades de até 880 km/h e operam em altitudes baixas, o que dificulta sua detecção por radares inimigos.

Capacidades operacionais e lançamento

A propulsão vem de um motor turbofan, permitindo voo estável em trajetórias programadas. O sistema de orientação combina GPS e navegação inercial, garantindo acertos com erro médio de apenas 10 metros em alvos fixos.

Lançados tipicamente de navios ou submarinos, os Tomahawk exigem plataformas adaptadas, mas variantes terrestres como o Typhon poderiam ser integradas ao arsenal ucraniano.

  • Alcance máximo: 2.500 km, suficiente para atingir Moscou a partir de fronteiras ucranianas.
  • Carga útil: Até 450 kg de explosivos convencionais, focados em infraestruturas militares.
  • Versatilidade: Usados em mais de 2.300 missões desde 1991, incluindo Iraque e Síria.

Histórico de uso em conflitos

Os Tomahawk entraram em ação pela primeira vez na Guerra do Golfo, em 1991, quando 288 unidades foram disparadas contra alvos iraquianos. Sua eficácia em ataques cirúrgicos marcou uma mudança na doutrina militar americana, priorizando precisão sobre volume de fogo.

Nas décadas seguintes, o míssil foi empregado em intervenções na Líbia e Afeganistão, demonstrando resistência a defesas antiaéreas integradas. A Marinha dos EUA mantém estoques de milhares de unidades, com atualizações constantes para contrapor evoluções em radares.

A Ucrânia vê no Tomahawk uma ferramenta para neutralizar centros logísticos russos, mas especialistas notam que o treinamento para operação demandaria meses de preparação conjunta com forças americanas.

Donald Trump
Donald Trump – Foto: Instagram

Reações russas ao possível envio

O Kremlin classificou o potencial fornecimento como uma escalada grave, com o porta-voz Dmitry Peskov alertando para danos irreparáveis nas relações bilaterais EUA-Rússia. Putin, em ligação com Trump, reiterou que os mísseis não alterariam o equilíbrio nas frentes de batalha, mas pressionariam por respostas assimétricas.

Autoridades russas argumentam que a operação dos Tomahawk envolveria inteligência americana direta, aproximando Washington do conflito de forma inédita.

Negociações diplomáticas em paralelo

Trump anunciou planos para uma cúpula com Putin em Budapeste nas próximas semanas, após uma conversa telefônica de quase três horas que abordou o tema dos mísseis. O presidente americano destacou progresso em diálogos preliminares, sugerindo que a paz poderia vir sem novas armas para Kiev.

Zelensky, por sua vez, contrapôs que o envio de Tomahawk aceleraria negociações, citando uma “linguagem de força” como catalisador para concessões russas. Delegações de alto nível ucranianas já discutiram compras de defesa aérea e mísseis com o Departamento de Estado americano.

A proposta inclui uma troca: milhares de drones ucranianos por sistemas de longo alcance, visando fortalecer laços industriais bilaterais. Trump elogiou a produção de drones em Kiev, mas enfatizou preferência por um cessar-fogo imediato.

Preparativos para integração ucraniana

A Ucrânia já recebe inteligência americana para ataques precisos contra refinarias russas, o que facilitaria a adoção dos Tomahawk. Sistemas de defesa aérea Patriot, também fabricados pela Raytheon, seriam complementares para proteger lançadores terrestres.

Fontes em Kiev indicam que testes iniciais ocorreriam em áreas controladas no leste, com foco em alvos logísticos para minimizar baixas civis. A dependência de suporte técnico dos EUA levanta debates sobre soberania operacional das forças ucranianas.

Essa integração poderia elevar a capacidade de dissuasão de Kiev, permitindo respostas a ataques noturnos recentes que danificaram usinas em oito regiões.

Posição americana sobre estoques

Os Estados Unidos mantêm reservas substanciais de Tomahawk, com produção anual de centenas de unidades para renovação de arsenais navais. Trump mencionou que o país precisa preservar esses mísseis para cenários globais, evitando esgotamento em um único teatro.

A hesitação reflete balanço entre apoio a aliados e prioridades domésticas de defesa, com o Congresso monitorando qualquer transferência para avaliar impactos orçamentários.

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