Histórico na seleção. “A minha primeira convocação foi em 2016, faz 10 anos que vou para a seleção. Não me recordo se fiquei um ano inteiro sem ser convocado, fui com o Dorival no ano passado. O meu histórico, o meu caráter e profissionalismo… O Ancelotti não viu, mas deve ter ouvido das pessoas. Deve estar seguro da escolha que fez e quero honrar ela, a confiança que ele me deu. São 11 jogos pela seleção, campeão olímpico, 55 convocações. Acho que tudo isso me dá essa oportunidade.”
Neymar. “Falar da qualidade do Neymar é perder tempo, é indiscutível o grande jogador e pessoa que ele é. Quem acompanha futebol pôde ver o esforço e a dedicação que ele fez para representar o país dele. Talvez possamos ver uma versão dele que gostamos de ver: motivado e que pode nos ajudar muito, um homem feliz e de bem consigo mesmo. Ele pode dar uma resposta muito boa e nos ajudar. Todo brasileiro que ama o futebol e o país vai torcer para ele estar no melhor nível possível assim como os outros jogadores.”
Disputa aberta pela titularidade. “O Bento, o Hugo, o John que não tiveram neste primeiro momento, não é que eles não mereçam, são escolhas com base no que o treinador entende que é melhor para a equipe. Dedico tempo estudando os outros goleiros e acho que se o Ancelotti e o Taffarel nos escolheram é porque entendem que estamos prontos e aptos para servirmos a seleção. A disputa é muito boa para todos. Quanto mais disputa, mais vai se exigir o alto nível. A disputa é necessária em qualquer fase da nossa vida. Chicote vai estralar, vamos dar o máximo todos os dias. Quem joga não joga só por si, mas por todos.”
Desafio é maior por ser surpresa? “Encaro isso com naturalidade, faz parte. É cultural as pessoas enxergarem dessa maneira, não julgo elas. Para mim, só mostra o tamanho do feito de Deus na minha vida. Quando ninguém espera, ninguém acha, vem muito mais por aí. É gratidão.”
Contestações. “Entendo muito o torcedor. Assisto muito futebol e às vezes até eu fico chateado vendo jogos. É normal que xinguem, vaiem e fiquem descontentes. Se não fosse isso, não era paixão, amor. O lado bom de ser experiente é que você tem tranquilidade nessas horas, sabe quem é. Não é porque fui convocado que vou virar outros. Eu sou o mesmo.”
Grêmio fundamental. “O Grêmio foi fundamental. Foi uma decisão muito importante que eu tinha de tomar. Tenho muita coragem para tomar decisões, de pegar a minha família e sair de um lugar onde já estava adaptado. Foi uma atitude corajosa e porque eu vi o quanto o Grêmio me queria aqui. Vivemos hoje o fruto do trabalho de muitas pessoas, é o resultado de algumas decisões que tomamos e que valeram a pena.”


