Presentear as crianças com a oportunidade de assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026 de perto deve ser o sonho de muitos pais. Se a família seguir viagem, são necessários alguns cuidados com a saúde.
O primeiro passo é atualizar a carteira de vacinação, recomendação que vale para adultos também. A medida é ainda mais importante neste momento em que os países-sede da Copa do Mundo, Estados Unidos, México e Canadá, enfrentam surtos de sarampo.
A vacina contra o sarampo é oferecida pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações). A recomendação do Ministério da Saúde é de duas doses: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui proteção contra varicela).
Na falta da tetraviral, a segunda dose é aplicada com a tríplice viral e a varicela monovalente.
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral. Para adultos de 30 a 59 anos, a recomendação é pelo menos uma dose. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.
Em situações de surto, bebês de 6 a 11 meses devem receber a dose zero. Preventiva, essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário.
No hemisfério norte, o verão começa na segunda quinzena de junho, mas o vírus influenza também circula fora do período de sazonalidade. Por isso é importante que os pais também imunizem seus filhos contra a gripe.
Em alguns municípios brasileiros a vacinação foi estendida à toda a população acima de 6 meses de idade. É o caso da cidade de São Paulo.
“Outra vacina importante é contra a bactéria pneumococo [Streptococcus pneumoniae], que mais causa otite, sinusite, pneumonia e meningite atualmente”, afirma Eduardo Jorge da Fonseca Lima, presidente do departamento científico de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.
“Como haverá circulação de muita gente em aviões, aeroportos e nos estádios, é preciso proteção para doenças de transmissão respiratória. Por isso reforço, especialmente aos pequenos de 6 meses aos menores de 5 anos, a importância de se vacinar também contra a Covid“, acrescenta.
No SUS, a pneumo 10 (VPC10) é aplicada aos 2 e aos 4 meses, com um reforço aos 12 meses. Bebês prematuros (menos de 37 semanas) têm acesso à vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) — fornecida nos Cries (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais) para grupos especiais— até os 23 meses. O esquema segue a mesma lógica de doses.
Na rede privada, crianças recebem doses da pneumo 10 aos 2, aos 4 e aos 6 meses, mais um reforço entre 12 e 15 meses. Menores de 5 anos não vacinados devem atualizar a carteira de imediato.
A partir da segunda quinzena de junho, o SUS vai oferecer a vacina pneumocócica 20, que oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae. O novo imunizante vai substituir gradualmente três vacinas: as conjugadas pneumo 10, pneumo 13 e a polissacarídica 23.
Além de menores de cinco anos, também poderão receber a vacina indígenas com mais de 5 anos e sem histórico vacinal, idosos com 60 anos ou mais acamados e pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Cries.
Em São Paulo, as vacinas estão disponíveis nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), de segunda a sexta, das 7h às 19h; aos sábados e feriados, nas AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) integradas às UBSs, no mesmo horário. No Busca Saúde é possível encontrar a unidade mais próxima.
Calor e hidratação
A previsão é de calor intenso nos países-sede da Copa do Mundo, por isso é recomendável manter a hidratação. Dê preferência a ambientes abertos e use roupas leves.
“Se alguma criança ou alguém com quem ela manteve contato estiver com quadro respiratório, é importante reforçar a lavagem das mãos, que foi tão falada na Covid, mas progressivamente as pessoas deixaram de falar e de acreditar que esta é uma das medidas mais eficazes na redução da transmissão de vírus e bactérias. Lavar as mãos e usar máscara durante quadro respiratório para evitar contaminação”, diz o especialista.
Cuide-se
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Também é importante cuidado ao escolher restaurantes e bares para se alimentar.
“Eu digo que maionese é alimento proibido em grandes aglomerações com temperaturas altas. Há o risco de contaminação por Salmonella. Carregue sempre uma banana ou uma maçã para as crianças.”


